Mulheres e hanseníase: interferências e vivências

Autores

  • Marcela Gonçalves Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil; Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil. http://orcid.org/0000-0003-0886-1967
  • Karen da Silva Santos Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil; Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil. http://orcid.org/0000-0001-5829-5882
  • Simone Santana da Silva Universidade do Estado da Bahia, Campus VII, Senhor do Bonfim, Bahia, Brasil. http://orcid.org/0000-0002-0768-3217
  • Thalita Caroline Cardoso Marcussi Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil; Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil. http://orcid.org/0000-0001-8272-2928
  • Kisa Valladão Carvalho Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil; Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Brasil. http://orcid.org/0000-0003-2627-6964
  • Cinira Magali Fortuna Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Centro Colaborador da OPAS/OMS para o Desenvolvimento da Pesquisa em Enfermagem, Ribeirão Preto, SP, Brasil; Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil. http://orcid.org/0000-0003-2808-6806

DOI:

https://doi.org/10.1590/1518-8345.4347.3419

Palavras-chave:

Mulheres, Hanseníase, Vulnerabilidade Social, Saúde Pública, Trabalho, Pessoal de Saúde

Resumo

Objetivo: conhecer as interferências da hanseníase na vida das mulheres e como elas se reinventam no enfrentamento da doença. Método: estudo de abordagem qualitativa. O referencial teórico-metodológico adota uma aproximação ao método cartográfico e alguns conceitos da esquizoanálise, que foram utilizados para analisar os dados. As ferramentas utilizadas para produção dos dados foram a entrevista e o diário de bordo. As entrevistas foram realizadas no período de julho a novembro de 2019, no domicílio das participantes. Resultados: o grupo foi composto por nove mulheres. Para apresentar os dados, nos inspiramos nas ideias de Deleuze relativas à diferença e repetição. Os resultados foram organizados em três eixos temáticos que abordam a vida dessas mulheres afetadas pela hanseníase, os quais acompanham inquietações, angústias e preocupações frente aos efeitos da doença. As alterações no corpo feminino, a própria manutenção financeira devido às comorbidades causadas pela hanseníase e as suas dificuldades nas garantias de direitos são elementos fortemente apontados pelas mulheres. Conclusão: há sobreposição e interferência da condição feminina em uma sociedade patriarcal que ainda a acompanha. Apostamos na força do devir-mulher e na necessidade de considerá-la em suas singularidades e em seu contexto para a produção do cuidado permeado por encontros de afirmação da potência da vida.

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Publicado

2021-07-02

Como Citar

Gonçalves, M. ., Santos, K. da S., Silva, S. S. da, Marcussi, T. C. C. ., Carvalho, K. V., & Fortuna, C. M. (2021). Mulheres e hanseníase: interferências e vivências. Revista Latino-Americana De Enfermagem, 29, e3419. https://doi.org/10.1590/1518-8345.4347.3419

Edição

Seção

Artigos Originais