Esteatose hepática aguda da gravidez: relato de caso e revisão de literatura

Autores

  • Rômulo Pedroza Pinheiro Universidade Estadual do Ceará
  • Ivelise Regina Canito Brasil Universidade Estadual do Ceará
  • Shirley Kelly Bede Bruno Hospital Geral de Fortaleza.
  • Ticiana Mota Esmeraldo Hospital Geral de Fortaleza
  • Marina Madeira Castelo Branco Universidade de Fortaleza
  • Ricardo Bezerra Walraven Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v48i3p315-320

Palavras-chave:

Gravidez. Esteatose Hepática. Complicações na Gravidez. Insuficiência Hepática.

Resumo

A esteatose hepática aguda da gravidez (EHAG) é uma complicação obstétrica rara e grave, que ocorre durante o terceiro trimestre de gestação. O objetivo deste estudo é o relato de caso de EHAG em paciente internada em hospital terciário. Gestante, 36 anos, na 37ª semana de gravidez previamente hígida até quatro dias antes da admissão hospitalar. Iniciou quadro de dor abdominal em epigástrio e hipocôndrio direito, icterícia progressiva, desidratação, febre e calafrios. Evoluiu com piora dos sintomas, hematêmese, hipotensão e hipoglicemia. A função hepática apresentava alterações. O coagulograma revelava tempo de protrombina e de tromboplastina parcial alargados. Os marcadores virais para hepatites A, B e C foram negativos. No pós-operatório imediato da Cesárea, a paciente evoluiu com distúrbio da coagulação, episódios de hipoglicemia, piora da icterícia e encefalopatia hepática, caracterizando o diagnóstico de insuficiência hepática aguda (IHA). Após quatro dias de tratamento da encefalopatia hepática houve melhora do sensório até apresentar-se consciente, orientada, sem flapping, apenas com tratamento conservador e não preencheu os critérios do King’s Collegue de indicação para transplante hepático. No 15o dia de internação tanto a paciente e filho encontravam-se bem. Com o conhecimento e diagnóstico de EHAG, no reconhecimento precoce de casos mais leves, incluindo interrupção precoce da gravidez por cesariana e grandes volume de plasma fresco congelado e albumina, alternadamente, o prognóstico de EHAG pode melhorar.

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Biografia do Autor

Rômulo Pedroza Pinheiro, Universidade Estadual do Ceará

Graduando em Medicina da Universidade Estadual do Ceará – UECE.

Ivelise Regina Canito Brasil, Universidade Estadual do Ceará

Professora do Curso de Graduação em Medicina da UECE e Cirurgiã Digestiva especialista em Transplante Hepático do Hospital Geral de Fortaleza – HGF.

Shirley Kelly Bede Bruno, Hospital Geral de Fortaleza.

Médica Preceptora Ginecologista e Obstetra do Hospital Geral de Fortaleza – HGF.

Ticiana Mota Esmeraldo, Hospital Geral de Fortaleza

Médica Hepatologista do Hospital Geral de Fortaleza – HGF.

Marina Madeira Castelo Branco, Universidade de Fortaleza

Graduanda em Medicina pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR.

Ricardo Bezerra Walraven, Universidade Estadual do Ceará

Graduando em Medicina da Universidade Estadual do Ceará – UECE.

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Publicado

2015-06-08

Como Citar

1.
Pinheiro RP, Brasil IRC, Bruno SKB, Esmeraldo TM, Castelo Branco MM, Walraven RB. Esteatose hepática aguda da gravidez: relato de caso e revisão de literatura. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 8 de junho de 2015 [citado 20 de janeiro de 2022];48(3):315-20. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/104331

Edição

Seção

Relato de Caso
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