Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos comunitários

estudo epidemiológico de base populacional

  • Jair Almeida Carneiro Universidade Estadual de Montes Claros
  • Gizele Carmem Fagundes Ramos Universidade Estadual de Montes Claros
  • Ana Teresa Fernandes Barbosa Universidade Estadual de Montes Claros
  • Sarah Magalhães Medeiros Universidade Estadual de Montes Claros
  • Cássio de Almeida Lima Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Fernanda Marques da Costa Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros
  • Antônio Prates Caldeira Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros
Palavras-chave: Idoso, Saúde do Idoso, Uso de Medicamentos, Polimedicação, Prevalência

Resumo

Modelo do estudo: estudo epidemiológico, transversal, analítico, de base populacional. Objetivo do estudo: estimar a prevalência de polifarmácia em idosos comunitários e identificar os fatores associados em área não metropolitana do Brasil. Metodologia: Trata-se de estudo epidemiológico, transversal, analítico, de base populacional. Foi conduzido em Montes Claros – Minas Gerais, Brasil, a partir de uma amostragem censitária por conglomerado. Investigou-se a associação entre a variável dependente, polifarmácia (uso de cinco ou mais medicamentos), e as variáveis independentes (sociodemográficas e relativas à saúde). Após a análise bivariada, as variáveis associadas até o nível de 25% foram analisadas de maneira conjunta por meio de Regressão Logística. O nível de significância final assumido foi de 5%. Resultados: entre os 686 idosos avaliados, a prevalência de polifarmácia foi de 23,5%. No modelo final, permaneceram como fatores associados ao desfecho: hipertensão arterial, diabetes mellitus, problema cardíaco, osteoporose, acidente vascular encefálico, fragilidade e não saber ler. Conclusão: houve elevada prevalência de polifarmácia e importantes associações com fatores relativos às doenças crônicas e à fragilidade, sendo o fato de saber ler um fator de proteção. Tais constatações reforçam a necessidade de uma assistência de qualidade que reconheça as especificidades dos idosos comunitários na realidade evidenciada.

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Biografia do Autor

Jair Almeida Carneiro, Universidade Estadual de Montes Claros

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Gizele Carmem Fagundes Ramos, Universidade Estadual de Montes Claros

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Ana Teresa Fernandes Barbosa, Universidade Estadual de Montes Claros

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Sarah Magalhães Medeiros, Universidade Estadual de Montes Claros

Graduação em Medicina, Unimontes

Cássio de Almeida Lima, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Programa de Pós-Graduação em Saúde, Sociedade e Ambiente, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Publicado
2018-12-27
Como Citar
1.
Carneiro J, Ramos G, Barbosa AT, Medeiros S, Lima C, Costa F, Caldeira AP. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos comunitários. Medicina (Ribeirao Preto. Online) [Internet]. 27dez.2018 [citado 17set.2019];51(4):254-6. Available from: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/154921
Seção
Artigo Original