Avaliação do conhecimento dos médicos da atenção primária sobre rastreamento de câncer colorretal em um município de Sergipe

  • Mayara da Silva Custódio Universidade Federal de Sergipe
  • Anderson Santos dos Anjos Universidade Federal de Sergipe https://orcid.org/0000-0002-6675-3318
  • Debora do Nascimento Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Fernando Every Belo Xavier Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Medicina Lagarto
  • Ana Maria Fantini Silva Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Medicina Lagarto
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Neoplasias Colorretais, Programas de Rastreamento

Resumo

Modelo do estudo: Estudo observacional transversal.

Objetivo: Avaliar o conhecimento dos médicos prestadores de serviço na Atenção Primária à Saúde do município de Lagarto, Sergipe, sobre o rastreamento das neoplasias colorretais.

Metodologia: Estudo quantitativo e qualitativo transversal, realizado com médicos atuantes na Atenção Primária do município de Lagarto, Sergipe.

Resultados: Vinte e cinco médicos (92,5%) responderam ao questionário. A maioria deles (76%) informou possuir conhecimento necessário para realização do rastreamento do câncer colorretal (CCR). Ao serem questionados, porém, sobre a idade para início do rastreio, apenas 60% relataram que deve ser aos 50 anos, assim como preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dezessete (68%) afirmaram que não há limite de idade para encerrar o rastreamento. Entre os motivos justificados para a não realização do rastreio, 50% responderam que não o faz porque o paciente não aceita; 33,33%, por não ter os exames disponíveis no sistema; e 16,66%, por não possuir conhecimento para conduta. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) foi escolhida por 92% dos médicos e a colonoscopia por 60% deles. Em relação à periodicidade, enquanto 72% informaram de forma assertiva que a PSOF deve ser realizada anualmente, apenas 36% relataram que a retossigmoidoscopia deve ser realizada a cada 5 anos.

Conclusão: Apesar de a maioria dos médicos inseridos na Atenção Primária do município de Lagarto acreditar possuir o conhecimento necessário para realização do rastreamento do câncer colorretal, observou-se significativa inconformidade em relação às respostas sobre faixa etária alvo e métodos de rastreio quando comparadas ao que a Organização Mundial de Saúde e o Instituto Nacional do Câncer preconizam. A ausência de uma política de saúde pública de prevenção, associada à falta de programas de formação e reciclagem dos profissionais sobre prevenção de câncer colorretal, podem impactar diretamente na manutenção dos altos índices de mortalidade por esta neoplasia.

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Biografia do Autor

Mayara da Silva Custódio, Universidade Federal de Sergipe

Graduada em medicina.

Anderson Santos dos Anjos, Universidade Federal de Sergipe

Graduado em medicina.

Debora do Nascimento Santos, Universidade Federal de Sergipe

Graduando em fisioterapia.

Fernando Every Belo Xavier, Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Medicina Lagarto

Professor.

Ana Maria Fantini Silva, Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Medicina Lagarto

Professor.

Publicado
2019-07-04
Como Citar
1.
Custódio M da S, Anjos AS, Santos D do N, Xavier FEB, Silva AMF. Avaliação do conhecimento dos médicos da atenção primária sobre rastreamento de câncer colorretal em um município de Sergipe. Medicina (Ribeirao Preto. Online) [Internet]. 4jul.2019 [citado 23set.2019];52(2):91-7. Available from: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/159683
Seção
Artigo Original