Comparação do uso da pressão positiva com a fisioterapia convencional e incentivadores respiratórios após cirurgia cardíaca: revisão de literatura

Autores

  • Ana Paula C. Silveira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP- USP
  • Luciana G. Sípoli Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP- USP
  • Viviane S. Augusto Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP
  • Marcia A. F. Xavier Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP
  • Paulo R.B. Evora Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v44i4p338-346

Palavras-chave:

Cirurgia Torácica. Complicações Pós-Operatórias. Fisioterapia (Especialidade). Respiração com Pressão Positiva. Revascularização Miocárdica.

Resumo

Introdução: No pós-operatório de cirurgia cardíaca frequentemente ocorrem complicações pulmonares, as quais podem ser prevenidas e tratadas com técnicas específicas de fisioterapia respiratória.Porém não se sabe qual a técnica mais efetiva. Objetivo: Revisão de literatura com o objetivo de verificara efetividade da pressão positiva (CPAP, VNI-2P, RPPI) comparada às técnicas de fisioterapia convencional e incentivador respiratório (IR) na recuperação da função pulmonar em pacientes no pós-operató-rio de cirurgia cardíaca. Métodos: Seleção de referências em inglês e português com descritores específicos ao tema nas seguintes fontes de dados: BIREME, SciELO Brazil, LILACS, PUBMED, de 1985 até2010. Foram incluídos apenas ensaios clínicos randomizados. Resultados: Dez ensaios clínicos randomizados foram incluídos para revisão. Em relação à superioridade de uma técnica sobre a outra, doisestudos verificaram que a modalidade CPAP e VNI-2P mostrou-se mais efetiva do que a fisioterapiaconvencional e o IR, enquanto que em dois outros estudos, demonstrou-se a superioridade da VNI-2P,em relação ao uso de cateter de oxigênio e à fisioterapia convencional. Apenas um estudo demonstroudiferença significativa ao comparar duas modalidades de pressão positiva, sendo a RPPI mais efetivaque a CPAP. Conclusão: Não há evidências acerca da melhor técnica a ser utilizada. Também não estáesclarecido se a associação da pressão positiva, fisioterapia convencional e IR poderia ser maisefetiva. Ressalta-se que nenhum dos estudos comparou simultaneamente as três modalidades depressão positiva.

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Biografia do Autor

Ana Paula C. Silveira, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP- USP

Aprimoranda em Fisioterapia Cardiorespiratória em Cirurgia Torácica pelo Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -  FMRP- USP

Luciana G. Sípoli, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP- USP

Aprimoranda em Fisioterapia Cardiorespiratória em Cirurgia Torácica pelo Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -  FMRP- USP

Viviane S. Augusto, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP

Mestre em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP

Marcia A. F. Xavier, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP

Mestre em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP

Paulo R.B. Evora, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP.

Docente, Coordenador do Programa de Aprimoramento emFisioterapia Cardiorespiratória em Cirurgia Torácica pelo Departamento de Cirurgia e Anatomia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - FMRP-USP.

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Publicado

2011-12-30

Como Citar

1.
Silveira APC, Sípoli LG, Augusto VS, Xavier MAF, Evora PR. Comparação do uso da pressão positiva com a fisioterapia convencional e incentivadores respiratórios após cirurgia cardíaca: revisão de literatura. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de dezembro de 2011 [citado 18 de agosto de 2022];44(4):338-46. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/47445

Edição

Seção

Artigo de Revisão
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