Fisiopatologia da enxaqueca (ou migrânea)

Autores

  • Maurice Vincent Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Serviço de Neurologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v30i4p428-436

Palavras-chave:

Enxaqueca, fisiopatologia.

Resumo

A fisiopatologia da enxaqueca tem sofrido uma evolução considerável, principalmente nos últimos quinze anos. O conhecimento dos mecanismos genéticos, incluindo a participação do gene CACNL1A4 no cromossoma 19p13.1, que codifica a subunidade

a1 de um canal de cálcio, tipo P/Q, específico do cérebro, dos mediadores e neurotransmissores envolvidos com a inflamação neurogênica, tais como o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina (CGRP), a NK-1 e a SP; a influência do NO como molécula algógena fundamental na enxaqueca; o desenvolvimento de modelos experimentais, incluindo o modelo do extravasamento de plasma, conforme desenvolvido pelo grupo do Moskowitz; e novas técnicas de neuroimagem (PET, MR e MEG) são alguns exemplos dos avanços alcançados. Isto tem propiciado o desenvolvimento de novos medicamentos antienxaquecosos. A depressão alastrante de Leão tem sido confirmada como o fenômeno neurofisiológico mais importante na enxaqueca: ativa o sistema trigeminovascular, induz vasodilatação mediada por CGRP e a expressão de c-fos no núcleo do trigêmio, no tronco cerebral. A dor na migrânea não é secundária à vasodilatação, o que não mais justifica a divisão das cefaléias em “vasculares” e “não vasculares”.

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Biografia do Autor

Maurice Vincent, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Serviço de Neurologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Serviço de Neurologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

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Publicado

1997-12-30

Como Citar

1.
Vincent M. Fisiopatologia da enxaqueca (ou migrânea). Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de dezembro de 1997 [citado 1 de outubro de 2022];30(4):428-36. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/6797

Edição

Seção

Simpósio: Cefaléia
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