Validação da estrutura interna da Escala Brasileira de Vulnerabilidade Odontológica

Authors

  • Daniele Boina de Oliveira Universidade Cruzeiro do Sul. Departamento de Odontologia. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-1196-568X
  • Flávio Rebustini Universidade de São Paulo. Escola de Ciências, Humanidades e Artes. Programa de Pós Graduação em Gerontologia. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-3746-3266
  • Danielle da Costa Palacio Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4184-4464
  • Marcio Cardozo Paresque Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6539-4395
  • Ilana Eshriqui Oliveira Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-7010-919X
  • Wander Barbieri Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6124-5771
  • Danielle Viana Ribeiro Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9485-9577
  • Debora Heller Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0002-5084-8179
  • Daiana Bomfim Hospital Israelita Albert Einstein. Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em Atenção Primária à Saúde e Redes. Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Rede Assistencial. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0003-0591-0495
  • Tamara Kerber Tedesco Universidade de São Paulo. Faculdade de Odontologia. Departamento de Ortodontia e Odontopediatria. São Paulo, SP, Brasil https://orcid.org/0000-0003-0794-1578

DOI:

https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2023057005360

Keywords:

Saúde Bucal, Atenção Primária à Saúde, Gestão da Saúde da População

Abstract

OBJETIVO: Avaliar evidências de validade da estrutura interna da Escala Brasileira de Vulnerabilidade Odontológica (EVO-BR) quando aplicada no Brasil. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de natureza psicométrica, que busca validar uma escala construída através de evidências de estrutura interna. A coleta de dados foi realizada em 18 unidades básicas de saúde que executam a metodologia da Planificação da Atenção à Saúde, distribuídas nas cinco regiões do Brasil. A versão inicial da EVO-BR continha 41 itens que mediam vulnerabilidade odontológica e foram aplicados por em usuários com 18 anos ou mais, usuários do Sistema Único de Saúde, que estivessem nas unidades básicas de saúde para consulta por profissionais de nível superior. Para avaliação das evidências foram utilizadas as seguintes análises estatísticas: análise fatorial exploratória, confirmatória e network analysis. RESULTADOS: Participaram do estudo 1.753 usuários. Para adequação da amostra considerou-se a fatorabilidade obtida de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,65, Bartlett sphericity = 8019,7 e determinante da matriz de 0,008. A análise paralela inicial indicou um modelo de 4 dimensões e teve os itens ajustados conforme cargas fatorais (variaram de 0,38 a 0,99), comunalidades (0,13 a 0,89) e Pratt’s measure até que o modelo tivesse congruência nos princípios estatístico e interpretativo simultaneamente. O modelo final apresentou 15 itens, manteve a indicação de quatro dimensões pela análise paralela e com uma variância explicada de 68,56%. CONCLUSÕES: A EVO-BR é uma escala validada para mensurar vulnerabilidade odontológica, e pode contribuir para organização do acesso a equipe de saúde bucal na atenção primária à saúde por meio da estratificação da população, como recomendado na planificação.

References

Mendes EV. As redes de atenção à saúde. 2a ed. Brasília, DF: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011.

Palacio DD, Rebustini F, Oliveira DB, Peres Neto J, Sanches TP, Mafra AC, et al. The concept of dental vulnerability in Brazil. Res Soc Dev. 2021;10(9):e30310917792. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i9.17792.

Palacio DC, Rebustini F, Oliveira DB, Peres Neto J, Barbieri W, Sanchez TP, et al. Dental vulnerability scale in primary health care: evidence of content and structure internal validity. BMC Oral Health. 2021 Aug;21(1):421. https://doi.org/10.1186/s12903-021-01742-6

Cho SJ, Li F, Bandalos D. Accuracy of the parallel analysis procedure with polychoric correlations. Educ Psychol Meas. 2009;69(5):748-59. https://doi.org/10.1177/0013164409332229

Dobriban E, Owen AB. Deterministic parallel analysis: an improved method for selecting factors and principal components. J R Stat Soc Series B Stat Methodol. 2019;81(1):163–83. https://doi.org/10.1111/rssb.12301

Urbano L-S. Promin: a method for oblique factor rotation. Multivariate Behav Res. 1999;34(3):347-65. https://doi.org/10.1207/S15327906MBR3403_3

Quinn HC. Bifactor models, Explained Common Variance (ECV), and the usefulness of scores from unidimensional item response theory analyses [thesis]. Chapell Hill: University of North Carolina; 2019.

HAIR JR JF. et al. Multivariate data analysis. In: Multivariate data analysis. 2010; 785.

Wu AD, Zumbo BD, Marshall SK. A method to aid in the interpretation of EFA results: an application of Pratt’s measures. Int J Behav Dev. 2014;38(1):98-110. https://doi.org/10.1177/0165025413506143.

Cronbach LJ. Coefficient alpha and the internal structure of tests. Psychometrika. 1951;16(3):297-334. https://doi.org/10.1007/BF02310555.

Woodhouse B, Jackson PH. Lower bounds for the reliability of the total score on a test composed of non-homogeneous items: II: a search procedure to locate the greatest lower bound. Psychometrika. 1977;42(4):579-91.

https://doi.org/10.1007/BF02295980

McDonald RP. Test theory: a unified treatment. New York: Psychology Press; 2013.

Ferrando PJ, Lorenzo-Seva U. A note on improving EAP trait estimation in oblique factor-analytic and item response theory models. Psicologica (Valencia). 2016 Jan;37(2):235–47.

Mullarkey MC, Marchetti I, Beevers CG. Using network analysis to identify central symptoms of adolescent depression. J Clin Child Adolesc Psychol. 2019 Jul-Aug;48(4):656-68. https://doi.org/10.1080/15374416.2018.1437735.

Liang Y, Li F, Zhou Y, Liu Z. Evolution of the network pattern of posttraumatic stress symptoms among children and adolescents exposed to a disaster. J Anxiety Disord. 2021 Jan;77:102330. https://doi.org/10.1016/j.janxdis.2020.102330

Haws JK, Brockdorf AN, Gratz KL, Messman TL, Tull MT, DiLillo D. Examining the associations between PTSD symptoms and aspects of emotion dysregulation through network analysis. J Anxiety Disord. 2022 Mar;86:102536. https://doi.org/10.1016/j.janxdis.2022.102536

Borsboom D. Possible futures for network psychometrics. Psychometrika. 2022 Mar;87(1):253-65. https://doi.org/10.1007/s11336-022-09851-z

Yeung AW, Leung WK. Citation network analysis of dental implant literature from 2007 to 2016. Int J Oral Maxillofac Implants. 2018;33(6):1240-6. https://doi.org/10.11607/jomi.6727

Newman M. Networks: an introduction. Oxford: Oxford University Press; 2010.

https://doi.org/10.1093/acprof:oso/9780199206650.001.0001

Zhao T, Liu H, Roeder K, Lafferty J, Wasserman L. The huge package for high-dimensional undirected graph estimation in R. J Mach Learn Res. 2012 Apr;13(1):1059–62. PMID:26834510

Friedman J, Hastie T, Tibshirani R. Sparse inverse covariance estimation with the graphical lasso. Biostatistics. 2008 Jul;9(3):432-41. https://doi.org/10.1093/biostatistics/kxm045

Fruchterman T, Reingold E. Graph drawing by force-directed placement. Software: Practice and Experience.1991;21(1):1129-64. https://doi.org/10.1002/spe.4380211102

Fonseca-Pedrero E, Ortuño J, Debbané M, Chan RC, Cicero D, Zhang LC, et al. The network structure of schizotypal personality traits. Schizophr Bull. 2018 Oct;44 suppl_2:S468-79. https://doi.org/10.1093/schbul/sby044

Robinaugh DJ, Millner AJ, McNally RJ. Identifying highly influential nodes in the complicated grief network. J Abnorm Psychol. 2016 Aug;125(6):747–57. https://doi.org/10.1037/abn0000181

Hu Z, Lin L, Wang Y, Li J. The integration of classical testing theory and item response theory. Psychology. 2021 Sep;12(9):1397-409. https://doi.org/10.4236/psych.2021.129088

Schlechter P, Wilkinson PO, Knausenberger J, Wanninger K, Kamp S, Morina N, et al. Depressive and anxiety symptoms in refugees: insights from classical test theory, item response theory and network analysis. Clin Psychol Psychother. 2021 Jan;28(1):169-81. https://doi.org/10.1002/cpp.2499

Alvarenga WA, Nascimento LC, Rebustini F, Santos CB, Muehlan H, Schmidt S, et al. Evidence of validity of internal structure of the Functional Assessment of Chronic Illness Therapy-Spiritual Well-Being Scale (FACIT-Sp-12) in Brazilian adolescents with chronic health conditions. Front Psychol. 2022 Sep;13:991771. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.991771

Palma PV, Leite IC, Greco RM. Associação entre a qualidade de vida relacionada à saúde bucal e a capacidade para o trabalho de técnicos administrativos em educação: um estudo transversal. Cad Saude Colet. 2019;27(1):100–7. https://doi.org/10.1590/1414-462x201900010089

Gonçalves AJ, Pereira PH, Monteiro V, Silva MF Junior, Baldani MH. Estrutura dos serviços de saúde bucal ofertados na Atenção Básica no Brasil: diferenças regionais. Saúde Debate. 2020;44(126):725–38. https://doi.org/10.1590/0103-1104202012610

Lynch J, Smith GD, Harper S, Hillemeier M, Ross N, Kaplan GA, et al. Is income inequality a determinant of population health? Part 1. A systematic review. Milbank Q. 2004;82(1):5-99. https://doi.org/10.1111/j.0887-378X.2004.00302.x

Published

2023-12-01

How to Cite

Oliveira, D. B. de, Rebustini, F., Palacio, D. da C., Paresque, M. C., Oliveira, I. E., Barbieri, W., Ribeiro, D. V., Heller, D., Bomfim, D., & Tedesco, T. K. (2023). Validação da estrutura interna da Escala Brasileira de Vulnerabilidade Odontológica. Revista De Saúde Pública, 57(Supl.3), 1-12. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2023057005360