Sobreviventes do transplante de medula óssea: construção do cotidiano

Autores

  • Ana Paula Mastropietro Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
  • Manoel Antônio dos Santos Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
  • Érika Arantes de Oliveira Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Hospital das Clínicas; Unidade de Transplante de Medula Óssea

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v17i2p64-71

Palavras-chave:

Terapia ocupacional, Transplante de medula óssea^i1^sadaptação psicológ, Transplante de medula óssea^i1^spsicolo, Transplante de medula óssea^i1^sreabilita, Apoio social, Reabilitação

Resumo

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é um procedimento de alta complexidade cujo desenvolvimento, nas últimas décadas, permitiu o tratamento de doenças que antes eram invariavelmente fatais. O transplante é constituído por diversas fases estressoras para o paciente, englobando três momentos: pré-TMO, TMO propriamente dito e a fase pós-TMO. Esse último momento é marcado por uma série de restrições aos pacientes, que têm sua rotina de vida totalmente alterada. O objetivo principal do presente estudo é o de avaliar a (re)construção do cotidiano dos pacientes que foram submetidos ao Transplante de Medula Óssea. A amostra foi composta por vinte e quatro pacientes que se encontravam na fase pós-TMO. Para a coleta de dados foi utilizada a Entrevista de Recuperação Pós-TMO (ER-PTMO), instrumento construído para o presente estudo. A entrevista foi gravada e transcrita literalmente e na íntegra. Em sua análise foi utilizada a análise de conteúdo temática. Os resultados indicam que o tempo pós-TMO está diretamente relacionado com a construção do cotidiano dos indivíduos sobreviventes do TMO. Esse fenômeno pode ser atribuído a uma esperada melhora gradual da condição orgânica do paciente e à redução das limitações decorrentes do próprio tratamento (impossibilidade de exercer atividades que envolvam esforços físicos, uso intenso de medicações, retornos ambulatoriais freqüentes, possibilidade de recaída da doença, dentre outras). Os indicadores de readaptação psicossocial no pós-TMO sugerem o êxito do procedimento, que cada vez mais tem se firmado como importante opção terapêutica para diversas enfermidades.

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Publicado

2006-08-01

Como Citar

Mastropietro, A. P., Santos, M. A. dos, & Oliveira, Érika A. de. (2006). Sobreviventes do transplante de medula óssea: construção do cotidiano . Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 17(2), 64-71. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v17i2p64-71

Edição

Seção

Artigo Original