Dostoiévski e os Dilemas do Existir Contemporâneo ou da Finitude da Redenção

Autores

  • Marco Antônio Casanova Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2021.183008

Palavras-chave:

Ausência de medida, Niilismo, Ateísmo científico, Ação, Revolução

Resumo

O intuito central do presente texto é apresentar o problema da ação no mundo contemporâneo em diálogo direto com a obra Os demônios de Fiodor Dostoievski. Para tanto, o texto inicia-se com a defesa de uma posição de princípio em relação ao conteúdo fenomenológico radical da obra de arte literária, antes de tudo da contemporânea. Em seguida, conquistada uma base diferencial para a exposição de nosso problema, tentamos antes de tudo mostrar o nexo estrutural entre três fatores próprios ao mundo demoníaco que emerge da obra dostoievskiana: o modo peculiar de recepção da Revolução Francesa; a ambientação inicial de Os demônios a partir do campo existencial de duas figuras antes periféricas na trama do livro, mas completamente decisivas para a formação dos demônios particulares; e, por fim, o problema da ação e da falta completa de medida que se concretiza em duas possibilidades específicas, Stavrogin e Kirilov.

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Biografia do Autor

Marco Antônio Casanova, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ. Doutor em filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UFRJ/Universidade de Tübingen, Pós-doutorado – Universidade de Freiburg e Presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia. Autor de A eternidade frágil: Ensaio sobre temporalidade na arte (2013), entre outros.

Referências

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NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Tradução de Paulo Cesar de Souza. São Paulo: Companhia das letras, 2005.

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Publicado

2021-04-29

Como Citar

Casanova, M. A. (2021). Dostoiévski e os Dilemas do Existir Contemporâneo ou da Finitude da Redenção. RUS (São Paulo), 12(18). https://doi.org/10.11606/issn.2317-4765.rus.2021.183008