Autos de Rei Congo em Fortaleza: Uma prática cultural negra na dinâmica socioespacial da cidade (1873-1900)

Autores

  • Janote Pires Marques Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2009.88744

Palavras-chave:

Festas de negros, Congos, Irmandade do Rosário, Sociabilidades.

Resumo

Nas últimas décadas do século XIX, Fortaleza passou por grandes transformações urbanas, sociais e políticas. Nesse contexto, as manifestações culturais festivas negras que ocorriam na cidade sofreram perseguições e tentativas de controle. Para resistir, essa cultura negra recriava-se a partir das vivências de seus sujeitos. Esse artigo analisa o deslocamento dos reis negros coroados na Irmandade do Rosário de Fortaleza para outras manifestações culturais, como os autos de rei congo. Ressaltam-se diversas dimensões presentes nessas festas, ampliando, portanto, a visão de que eram apenas diversões e buscando percebê-las também como espaços de sociabilidades e de reelaborações culturais, bem como instrumentos dos negros para a conquista de territórios físicos e simbólicos na cidade.

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Biografia do Autor

Janote Pires Marques, Universidade Federal do Ceará

Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Membro do Grupo de Estudos “Trabalhadores Livres e Escravos no Ceará”, sediado no Departamento de História da UFC. Professor de História, no Colégio Militar de Fortaleza. Autor do livro Festas de negros em Fortaleza. Territórios, sociabilidades e reelaborações (1871-1900). Fortaleza: Expressão Gráfica, 2009.

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Publicado

2009-12-06

Como Citar

Marques, J. P. (2009). Autos de Rei Congo em Fortaleza: Uma prática cultural negra na dinâmica socioespacial da cidade (1873-1900). Sankofa (São Paulo), 2(4), 34-49. https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2009.88744

Edição

Seção

Artigos