A Invisibilidade das Mulheres Negras na Documentação Oficial – Feira de Santana, 1890-1920

Autores

  • Karine Teixeira Damasceno Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2012.88817

Palavras-chave:

Mulheres pobres, Trabalhadoras, Mulheres negras, Invisibilidade, Feira de Santana.

Resumo

A partir do cruzamento de processos-crimes e recenseamentos populacionais no período entre 1890 a 1920, buscamos compreender a construção da invisibilidade sobre a experiência das mulheres pobres, trabalhadoras e negras de Feira de Santana. Desse modo, observamos que nem todas elas viviam essa experiência do mesmo modo e, ao mesmo tempo. No caso da história das mulheres negras, por exemplo, deparamos com um predomínio ainda maior da escassez de informações sobre sua experiência tanto nos processos judiciais quanto nos levantamentos populacionais do período, notamos que tal informação deixa de ser levantada nesses documentos oficiais na passagem do século XIX para o XX. Ou seja, no contexto das primeiras décadas da República e do Pós-Abolição, silenciar a cor em tais registros constituía uma estratégia das autoridades para invisibilizar a população negra, em especial, as mulheres.

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Biografia do Autor

Karine Teixeira Damasceno, Universidade Estadual de Campinas

Mestra em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP e Ex-Bolsista do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford – IFP.

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Publicado

2012-07-06

Como Citar

Damasceno, K. T. (2012). A Invisibilidade das Mulheres Negras na Documentação Oficial – Feira de Santana, 1890-1920. Sankofa (São Paulo), 5(9), 7-25. https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2012.88817

Edição

Seção

Artigos