Relação entre a etnia auto-declarada, haplogrupo mitocondrial e ancestralidade genômica em indivíduos do sudeste brasileiro.

Autores

  • MMSG Cardena Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.
  • A Ribeiro-dos-Santos Universidade Federal do Pará.
  • S Santos Universidade Federal do Pará.
  • AJ Mansur Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.
  • AC Pereira Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.
  • Cintia Fridman Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v18ispep62-66

Palavras-chave:

Etnia auto-declarada, DNA mitocondrial, Ancestralidade genômica.

Resumo

Em populações onde há um alto grau de miscigenação, como no Brasil, o uso exclusivo de informações da etnia auto-declarada não é um bom método de classifi cação étnica. Neste trabalho, nós avaliamos a relação entre as etnias auto-declaradas com ancestralidade genômica e haplogrupos mitocondriais em 492 indivíduos do Sudeste Brasileiro. Haplogrupos mitocondriais foram obtidos pela análise das regiões hipervariáveis do DNA mitocondrial (mtDNA) e a ancestralidade genômica foi obtida utilizando 48 marcadores autossômicos informativos de ancestralidade (AIM). Dos 492 indivíduos, 74,6% se auto-declararam brancos, 13,8% pardos e 10,4% pretos. Em relação aos haplogrupos mitocondriais, 46,3% apresentaram mtDNA Africano e a maior contribuição de ancestralidade genômica foi Europeia (57,4%). Quando realizamos a distribuição do mtDNA e ancestralidade genômica de acordo com as etnias auto-declaradas, dos 367 indivíduos auto-declarados brancos, encontramos 37,6% com mtDNA Africano, sendo observado maior contribuição de ancestralidade Europeia (63,3%). Dos 68 indivíduos auto-declarados pardos, 25% apresentaram mtDNA Ameríndio e pouca diferen-ça na contribuição de ancestralidade Europeia e Africana. Dos 51 indivíduos auto-declarados pretos, 80,4% apresentaram mtDNA Africano e maior contribuição de ancestralidade Africana (55,6%). A população brasileira apresenta uma uniformidade de ancestralidade genômica Ameríndia, e apenas o uso de marcadores genéticos (autossômico e mitocondrial) foi capaz de capturar essa informação. Sugerimos que estudos epidemiológicos façam o uso associado destes métodos, pois poderiam fornecer informações complementares.

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Biografia do Autor

MMSG Cardena, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.

Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

A Ribeiro-dos-Santos, Universidade Federal do Pará.

Laboratório de Genética Humana e Medicina, Universidade Federal do Pará, Belém, Brasil.

S Santos, Universidade Federal do Pará.

Laboratório de Genética Humana e Medicina, Universidade Federal do Pará, Belém, Brasil.

AJ Mansur, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.

Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular, Instituto do Coração, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

AC Pereira, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.

Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular, Instituto do Coração, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Cintia Fridman, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP.

Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

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Publicado

2013-12-26

Como Citar

Cardena, M., Ribeiro-dos-Santos, A., Santos, S., Mansur, A., Pereira, A., & Fridman, C. (2013). Relação entre a etnia auto-declarada, haplogrupo mitocondrial e ancestralidade genômica em indivíduos do sudeste brasileiro. Saúde, Ética & Justiça (e-ISSN 2317-2770), 18(spe), 62-66. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v18ispep62-66

Edição

Seção

Artigo