A antropologia forense como triagem para as análises da genética forense

Autores

  • Raffaela Arrabaça Francisco Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Ricardo Henrique Alves da Silva Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Josabeth Mendonça Pereira Núcleo de Perícias médico-legais de Ribeirão Preto - PC-SP
  • Edson Garcia Soares Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • Euclides Matheucci Júnior DNA Consult - Genética e Biotecnologia
  • Edna Sadayo Miazato Iwamura Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina
  • Marco Aurelio Guimarães Universidade de São Paulo. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v18i1p128-133

Palavras-chave:

Genética forense, Antropologia forense, DNA

Resumo

A Genética Forense hoje é uma das principais ferramentas utilizadas em casos de identificação humana. Esta emprega as técnicas da biologia molecular para auxiliar na elucidação de crimes, principalmente na determinação da autoria deste. Contudo é sabido que a análise do DNA ainda é um exame de alto custo e que muitas vezes, em centros que não possuem um laboratório para esse fim, os mesmos têm que enviar as suas amostras para serem analisadas em outros locais, o que pode demorar meses até a obtenção do resultado. Como uma técnica aliada para a identificação humana, podemos incluir a Antropologia Forense, que vem a ser uma área de conhecimento que aplica os métodos da antropologia física e arqueologia para coleta e análise de evidências legais, buscando estabelecer a identidade de um ser humano. O exame antropológico forense consiste em traçar um perfil bioantropológico da vítima, incluindo: sexo, ancestralidade, idade, estatura, mão dominante (lateralidade), características dentárias, anomalias ósseas, patologias ósseas e características individuais. Com isso espera-se reduzir o número de análises de DNA forense, uma vez que a análise antropológica forense fornece dados que permite o direcionamento e a aplicação do exame de DNA para um indivíduo ou um grupo específico de pessoas. Com isto, também é possível a redução dos gastos de um laboratório de Genética Forense, pois também há a otimização dos resultados. A aplicação do protocolo para análise de ossadas do Laboratório de Antropologia Forense (LAF) serve como triagem para o exame de DNA forense. Este protocolo já é utilizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP) e foi criado em 2005, em um projeto entre a University of Sheffield (UK) e o Centro de Medicina Legal (CEMEL) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP). Com os resultados bioantropológicos de um exame de antropologia forense é possível reduzir o número de amostras para que seja feito um exame de DNA, sendo possível reduzir o tempo e o custo de um exame dessa natureza. Isso é demonstrado na análise de caso apresentada aqui.

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Publicado

2013-06-25

Como Citar

Francisco, R. A., Silva, R. H. A. da, Pereira, J. M., Soares, E. G., Matheucci Júnior, E., Iwamura, E. S. M., & Guimarães, M. A. (2013). A antropologia forense como triagem para as análises da genética forense. Saúde, Ética & Justiça (e-ISSN 2317-2770), 18(1), 128-133. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v18i1p128-133

Edição

Seção

Artigo