Utilização da Tabela de cronologia de mineralização dental de Nicodemo, Moraes e Médici Filho na estimativa da idade de paraibanos

Autores

  • Marina Barrêto Pereira Moreno Universidade Federal da Paraíba
  • Tércio José Pereira Pontes Universidade Federal da Paraíba
  • Patrícia Moreira Rabello Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v19i1p35-44

Palavras-chave:

Odontologia Legal, Determinação da Idade pelos Dentes, Radiologia.

Resumo

Verificar o índice de acerto da idade cronológica de jovens quando utilizada a tabela de Nicodemo, Moraes e Médici Filho na estimativa da idade por meio de radiografia panorâmica de paraibanos. Metodologia: A amostra foi composta por 94 imagens de radiografias panorâmicas de indivíduos entre 10 e 25 anos. Utilizou-se a tabela de mineralização descrita no estudo de NOLLA de acordo com a cronologia de mineralização dos dentes permanentes no Brasil criada por Nicodemo, Moraes e Médici Filho. O tipo de estudo foi o transversal e cego. Para análise dos dados, foram obtidas distribuições absolutas e percentuais e foi utilizado o teste Qui-quadrado de Pearson. O nível de significância utilizado nas decisões dos testes estatísticos foi de 5%. Resultados: O percentual de acerto nesta faixa etária foi maior quando se analisaram apenas 4 dentes por radiografia panorâmica (81,9%) em relação à análise de 16 (4,3%). A análise baseada na imagem dos 3os molares apresentou o maior percentual de acerto (66%) em relação à avaliação dos demais dentes. Não houve diferença estatística entre o percentual de acerto quando comparados os resultados para homens e mulheres do grupo total (p=0,479). O percentual de acerto foi maior quando utilizou-se a imagem da amostra entre 10 e 15 anos (94,4%) em relação aos com mais de 15 anos (65%), apresentando diferença estatisticamente significante (p>0,001). Conclusão: Os métodos de estimativa da idade utilizando a tabela de Nicodemo, Moraes e Médici Filho propostos por este estudo demonstraram percentuais de acerto baixos quando da avaliação de 16 dentes. Os resultados foram mais satisfatórios com a utilização de apenas 4 dentes na avaliação, principalmente na faixa etária dos 10 aos 15 anos. Em termos da prática odontolegal, os resultados apresentavam intervalos etários muito amplos, o que inviabilizaria o uso deste método isoladamente na amostra estudada. Na busca de um método de estimativa de idade para responder à solicitação da Justiça, os Odontolegistas devem associar mais de uma técnica e, com isto, oferecer conclusões mais precisas.

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Biografia do Autor

Marina Barrêto Pereira Moreno, Universidade Federal da Paraíba

Graduanda em Odontologia pela Universidade Federal da Paraíba.

Endereço para correspondência: Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências da Saúde - Campus I, Departamento de Odontologia Clínica e Social. Cidade Universitária - Campus I. CEP: 58059-900 - Joao Pessoa, PB – Brasil.

Tércio José Pereira Pontes, Universidade Federal da Paraíba

Graduando em Odontologia pela Universidade Federal da Paraíba.

Patrícia Moreira Rabello, Universidade Federal da Paraíba

Professora Doutora Adjunta do Departamento de Clínica e Odontologia Social da UFPB.

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Publicado

2014-06-05

Como Citar

Moreno, M. B. P., Pontes, T. J. P., & Rabello, P. M. (2014). Utilização da Tabela de cronologia de mineralização dental de Nicodemo, Moraes e Médici Filho na estimativa da idade de paraibanos. Saúde, Ética & Justiça (e-ISSN 2317-2770), 19(1), 35-44. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2770.v19i1p35-44

Edição

Seção

Artigo