O game levado a sério: o sujeito lúdico em Arlindo Machado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2021.182874

Palavras-chave:

Videogames, Pós-cinema, Semiótica, Tecnologia, Audiovisual

Resumo

A obra de Arlindo Machado questiona de modo pioneiro o automatismo da sociedade do espetáculo e suas ideias abrem-se para o diálogo com as novas formas de produção e consumo da imagem, assim como para o modo de ser do olhar. Apesar de não figurar entre os autores mais citados no campo dos jogos eletrônicos ou game studies, a trajetória de Machado revela-se certeira e pioneira na identificação dos limites e potenciais dos automatismos audiovisuais. Assim como os casos do cinema, do documentário e do vídeo, o game é levado a sério nessa obra crítica propícia às reinvenções criativas que redefinem os horizontes do olhar para a sociedade do espetáculo audiovisual.

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Biografia do Autor

Gilson Schwartz, Universidade de São Paulo

Professor Livre-Docente do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes (CTR-ECA-USP) e do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (FFLCH) da Universidade de São Paulo , líder dos grupos de pesquisa Cidade do Conhecimento (www.cidade.usp.br) e Iconomia (sites.usp.br/iconomia).

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Publicado

2021-07-18

Como Citar

Schwartz, G. (2021). O game levado a sério: o sujeito lúdico em Arlindo Machado. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, 48(56), 54-75. https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2021.182874

Edição

Seção

Dossiê