Leitura semiótica do Templo de Salomão e o consumo da fé

Autores

  • Lucia Santaella Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Carla Dendasck Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Danielle Ferraro Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1984-5057.v13i1p94-110

Palavras-chave:

Signo, Experiência colateral, Religião, Bíblia, Pentecostais

Resumo

O Templo de Salomão, na cidade de São Paulo, surpreende por seu gigantismo e luxo faraônico. Surpreende igualmente pelo grande número de fiéis que atrai para seus rituais. Este artigo tem por propósito colocar esse signo arquitetônico, sua temporalidade, suas referências, seus discursos e seus símbolos sob o escrutínio da semiótica de C. S. Peirce. Esta funciona aqui como uma cartografia cognitiva capaz de orientar a compreensão da complexidade que o signo Templo de Salomão envolve. O mais importante, contudo, é que a complexidade desse signo advém da hipercomplexidade de seu campo de referências históricas milenares, que a semiótica chama de objeto signo. Nessa medida, este artigo procede uma jornada histórica rumo à coleta da densidade desse campo, a saber, daquilo que, na semiótica, recebe o nome de experiência colateral com o objeto do signo. Como resultado, esta análise pretende ser capaz de orientar o leitor à compreensão das camadas de sentido que se sobrepõem na constituição do signo complexo Templo de Salomão.

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Biografia do Autor

Lucia Santaella, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Professora titular na Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica e coordenadora da Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUC-SP). Doutora em Teoria Literária pela PUC-SP e livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP.

Carla Dendasck , Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutora em Psicanálise Clínica pela Faculdade Internacional de Teologia (FIT), doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Danielle Ferraro, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestranda em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, Brasil. 

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Publicado

2021-07-06