EDITORIAL

 

 

Editora Chefe
Profª. Drª. Margarita Antonia Villar Luis

Caros leitores, é com grande satisfação que colocamos "na rede" o quarto número da SMAD, isso significa que a partir de agora podemos ter expectativas mais elevadas referentes à indexação em bases de dados de maior prestígio. Não pensem que temos ficado impassíveis todo este tempo, ao contrário, mesmo com poucos recursos estamos investindo na revista e informamos que todos os números estão sendo colocados na metodologia SciELO, deixando tudo pronto "à caça" da oportunidade no momento certo.

Compartilhamos com vocês nossos avanços porque se eles existem deve-se a seus créditos na revista e no seu potencial para tornar-se um veículo de divulgação importante para pesquisadores, profissionais e interessados nas áreas de saúde mental e álcool e drogas.

Neste número apresentam-se duas grandes categorias de trabalhos - atenção ao consumo de substâncias e estratégias de intervenção na assistência a portadores de transtornos mentais.

São apresentados seis trabalhos sobre o tema álcool e drogas, realizados com metodologias quantitativa e qualitativa, com interface na saúde ocupacional, ou discorrendo sobre políticas públicas destacando as contribuições, e ainda, apresentando as expectativas e crenças pessoais referentes ao uso de álcool. Também aparecem os estudantes de enfermagem através do relato de avaliação do nível de propensão ao desenvolvimento do alcoolismo. Inclui-se também dois artigos de revisão: um discorrendo sobre o tratamento dos problemas relacionados à dependência química e alcoólica na perspectiva da teoria da psicanalítica e o outro, consiste de uma narrativa sobre a ayahuasca, preparado psicoativo utilizado em cerimônias e rituais mistico-religiosos, do qual pouco se sabe, sendo oportuno atualizar o conhecimento a seu respeito.

Para não dizer que esquecemos da saúde mental, o artigo sobre o mundo das mães com transtornos mentais, revelado através da expressão do pensar e sentir, dela e dos membros próximos, revela perspectivas até agora pouco exploradas. Da mesma forma, é relevante a visão do nosso passado de conhecimento científico, e seu nexo com o cuidado oferecido ao doente mental, presente no artigo a respeito da produção científica na área da saúde mental e sua aplicação na prática, num período que abrange da década de oitenta até o ano de dois mil e um.

Mostrando ainda, que valorizamos a conexão com outras áreas do saber, no caso a saúde pública, inclui-se um artigo sobre saúde da família, o qual aborda as concepções que os enfermeiros do sexo masculino têm sobre o conceito integralidade em saúde.

Esperamos que o conteúdo deste número constitua uma leitura prazerosa e instigante com utilidade para o desenvolvimento de suas atividades profissionais, e continuem nos prestigiando com o envio de seus trabalhos.