Simondon, a cibernética e a mecanologia

Autores

  • Ivan Domingues Universidade Federal de Minas Gerais; Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000200003

Resumo

ResumoEste artigo propõe elucidar a relação entre a cibernética e a mecanologia na obra de Simondon, considerando suas duas teses de doutorado e a entrevista concedida em 1968 a Jean Le Moyne, a pedido do Ofício do Filme do Québec, no Canadá, ao longo da qual é predominante o uso de "mecanologia", em contraste com as teses, onde sofre a concorrência dos vocábulos "alagmática" e "organologia", ficando o termo "cibernética" na penumbra. A cibernética é celebrada na França em 1962, no contexto dos famosos Colóquios de Royaumont, quando Norbert Wiener foi homenageado e a cibernética ocupou toda a cena, com a participação ativa de Simondon na organização do evento. Essa situação leva os estudiosos a interrogar-se pelo destino do termo "cibernética" em sua obra, caso estivesse em jogo a segunda cibernética, em vez da primeira, e que só veio a lume mais tarde. Mais do que o interesse historiográfico do assunto, o artigo pretende suscitar um interesse epistemológico na filosofia da tecnologia. O desafio é lançar luz sobre a questão ainda por demais obscura acerca das relações entre a tecnologia, a engenharia e a ciência.

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Publicado

2015-06-01

Como Citar

Domingues, I. (2015). Simondon, a cibernética e a mecanologia. Scientiae Studia, 13(2), 283-306. https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000200003

Edição

Seção

Artigos