Uma certa latitude: Georges Canguilhem, biopolítica e vida como errância

Autores

  • Vladimir Safatle Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Departamento de Filosofia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000200005

Resumo

ResumoEste artigo procura discutir a possibilidade de uma biopolítica que não seja apenas a descrição dos mecanismos disciplinares de administração dos corpos e de gestão calculista da vida, mas possa fornecer um fundamento para a crítica social do capitalismo contemporâneo. Para tanto, trata-se de derivá-la do vita lismo de Georges Canguilhem e de suas discussões a respeito da normatividade vital, das relações entre o normal e o patológico e da errância própria à atividade vital. Ao fim desse processo, veremos como a processualidade interna ao conceito de vida poderá aparecer como fator determinante para a reorientação do pensamento crítico e de uma teoria sobre o conceito de norma.

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Publicado

2015-06-01

Como Citar

Safatle, V. (2015). Uma certa latitude: Georges Canguilhem, biopolítica e vida como errância . Scientiae Studia, 13(2), 335-367. https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000200005

Edição

Seção

Artigos