Estilo de raciocínio e capilaridade técnico-cultural na química no século XVIII

Autores

  • Ronei Clécio MOCELLIN Universidade Federal do Paraná; Departamento de Filosofia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400003

Resumo

Neste artigo pretendo identificar um "estilo de raciocínio" próprio à química e apontar a disseminação de seus produtos e conceitos. O objetivo é o de explicitar alguns elementos que caracterizam o estilo de pensar e de fazer da química na segunda metade do século XVIII, sua capilarização técnico-cultural. O delineamento de um estilo químico de raciocinar origina-se da constância dos espaços técnico-epistêmicos em que o saber químico é construído. A química é uma ciência de laboratório, eminentemente técnica e operatória, quer dizer, trata-se de um conhecimento técnico-científico stricto sensu. Produtora de artefatos, a ciência química é inseparável da técnica, da tecnologia e da indústria, de maneira que sua identidade epistêmica é indissociável de sua história. Seu estilo caracteriza um valor profundo na cultura técnica do homo faber, do poder de agir sobre a natureza e de transformá-la através de manipulações e de rearranjos.

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Publicado

2015-12-01

Como Citar

MOCELLIN, R. C. (2015). Estilo de raciocínio e capilaridade técnico-cultural na química no século XVIII . Scientiae Studia, 13(4), 759-780. https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400003

Edição

Seção

Artigos