A epidemia de más condutas na ciência: o fracasso do tratamento moralizador

Autores

  • Marcos BARBOSA DE OLIVEIRA Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Departamento de Filosofia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400007

Resumo

O tema do artigo é a proliferação de más condutas na ciência que vem ocorrendo nas últimas décadas, designada ao longo do texto pelo termo "a epidemia". As más condutas são violações de normas éticas da ciência, sendo os tipos mais importantes as várias modalidades de fraude (principalmente a fabricação e a falsificação de dados empíricos), e de falsidades autorais (plágio, autoplágio etc.). O artigo divide-se em seis seções. Na primeira, apresenta-se o tema e alguns esclarecimentos terminológicos. Na segunda, são expostas as evidências que corroboram a existência da epidemia. A terceira versa sobre a reação à epidemia, caracterizando sua dinâmica, marcada pelo conflito entre duas posições: a moralizadora, que aplica o tratamento moralizador no combate à epidemia; e a negacionista, que tende a negar a existência da epidemia e que resiste às medidas moralizadoras. A quarta seção versa sobre as causas da epidemia, introduz uma distinção entre produtivismo e producionismo e propõe uma análise das formas como o produtivismo fomenta as más condutas. A quinta consiste em uma crítica ao tratamento moralizador, fundamentada em suas inadequações, principalmente sua ineficácia. Na conclusão, procura-se dar uma ideia de qual seria uma alternativa satisfatória ao tratamento moralizador.

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Publicado

2015-12-01

Como Citar

OLIVEIRA, M. B. D. (2015). A epidemia de más condutas na ciência: o fracasso do tratamento moralizador . Scientiae Studia, 13(4), 867-897. https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400007

Edição

Seção

Artigos