Trajetórias e divisão do trabalho no laboratório de genética humana

Autores

  • Mariana TOLEDO FERREIRA Universidade de São Paulo; Programa de Pós-Graduação em Sociologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400008

Resumo

Este artigo discute a divisão do trabalho científico entre pesquisadores seniores e juniores em um centro de pesquisa brasileiro de genética humana e médica. Partindo do debate contemporâneo sobre a progressiva imbricação entre ciência e tecnologia - com progressiva fusão entre ambas, que evoca noções como a de tecnociência - é possível verificar, na subárea específica, velocidades crescentes na produção de dados, que pressionam os pesquisadores de maneiras distintas, seja pelo crescente custo das inovações tecnológicas, seja pela necessidade de métodos mais complexos para a análise. Nesse contexto, analiso questões relativas à especialização do trabalho científico, à separação entre concepção e execução, e às transformações correlatas na formação de novos pesquisadores. Parte-se do pressuposto teórico-metodológico de que a atividade científica não pode ser tratada de forma homogênea, existindo configurações distintas de acordo com o espaço disciplinar, a organização institucional e a tradição científica local, entendida enquanto empreendimento historicamente enraizado e social e culturalmente contingente.

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Publicado

2015-12-01

Como Citar

FERREIRA, M. T. (2015). Trajetórias e divisão do trabalho no laboratório de genética humana . Scientiae Studia, 13(4), 899-927. https://doi.org/10.1590/S1678-31662015000400008

Edição

Seção

Artigos