Brás Cubas em três versões

Autores

  • Alfredo Bosi Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Palavras-chave:

Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas, leitura formalizante, leitura existencial, leitura sociológica, humor

Resumo

A crítica tem estudado em três registros o bizarro narrador das Memórias póstumas de Brás Cubas: (1) segundo uma leitura formalizante, o defunto autor desenvolve o modelo da “forma livre” de Sterne; (2) a leitura cognitiva e existencial centra-se na figura do humorista melancólico; (3) a leitura sociológica está centrada no tipo social de Brás e no contexto ideológico do Brasil Império. Cada registro capta um perfil do narrador, mas nenhuma interpretação é,per se, suficiente para compreender a densidade do olhar machadiano. Em relação ao contexto brasileiro, o ensaio distingue três vertentes ideológicas. A hegemonia do liberalismo excludente rege a biografia inteira de Brás, que começa no período colonial. O novo liberalismo democratizante, formado nos anos de 1860-70, alimenta a sátira local do narrador. Enfim, o moralismo cético enforma a perspectiva geral da obra, refratária às certezas progressistas inerentes ao novo liberalismo

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Biografia do Autor

Alfredo Bosi, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

é professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo

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Publicado

2005-12-08

Como Citar

Bosi, A. (2005). Brás Cubas em três versões. Teresa, (6-7), 279-317. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/116627

Edição

Seção

Ensaios