Ecos de Sade em Piva

  • Clara Carnicero de Castro

Resumo

“Eu julgo tudo pelas sensações”, diz a protagonista da História de Juliette, grande romance clandestino de Sade. “Contra as responsabilidades pelas sensações”, diz o eu lírico do poema “A catedral da desordem”, de Roberto Piva. Conduzindo ao paroxismo a vulgata sensualista, o romancista forneceu os argumentos dos quais o poeta precisava para preconizar o desregramento integral das sensações e caucionar o exercício irresponsável e absoluto da liberdade. neste artigo, analisaremos os empréstimos que o autor brasileiro fez do francês, repertoriando e sublinhando as semelhanças entre os dois escritores “malditos”.

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Biografia do Autor

Clara Carnicero de Castro
é doutora em Filosofia pela USP. Realizou estágio doutoral e pós-doutoral na Universidade Paris-Sorbonne IV e, atualmente, dá continuidade ao pós-doutorado na USP. É autora dos artigos “Le Fluide électrique chez sade” (Dix-Huitième Siècle, n. 46, 2014) e “Entre le Crime et la sensibilité: Les paradoxes du personnage de Clairwil” (Itinéraires. Littérature, textes, cultures, n. 2, 2013), além do livro Os libertinos de Sade (Fapesp/iluminuras, no prelo).
Publicado
2014-12-29
Como Citar
Castro, C. (2014). Ecos de Sade em Piva. Teresa, (15), 142-153. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/98601