A natureza-morta eloquente de Agostinho José da Motta: belas-artes e literatura no Segundo Reinado

  • Letícia Squeff Universidade Federal de São Paulo
Palavras-chave: Agostinho José da Motta, Eckhout, Debret, viajantes, natureza-morta

Resumo

Uma acusação recorrente à arte brasileira do século XIX é que ela não se comprometeu com a especificidade da nação independente. A intenção deste texto é mostrar que os artistas participaram ativamente do processo de construção de uma cultura definida como brasileira. Também a pintura de natureza-morta partiu de modelos inspirados nas representações feitas pelos viajantes. Trata-se de mostrar, assim, não apenas as íntimas relações entre literatura e pintura no Oitocentos brasileiro, como também, e principalmente, o papel que as artes tiveram na fixação dos valores e símbolos associados à ideia de brasilidade durante o Império.

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Biografia do Autor

Letícia Squeff, Universidade Federal de São Paulo
é professora de Arte Ocidental dos Séculos XVIII e XIX no Departamento de História da Arte da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Unifesp (EFLCH/Unifesp). É autora de O Brasil nas Letras de um pintor (Editora da Unicamp, 2004) e Uma galeria para o Império (Edusp,2012) e de diversos artigos sobre arte e cultura do Brasil nos séculos XIX e XX.
Publicado
2013-12-23
Como Citar
Squeff, L. (2013). A natureza-morta eloquente de Agostinho José da Motta: belas-artes e literatura no Segundo Reinado. Teresa, (12-13), 483-495. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/teresa/article/view/99416