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Traduzir não o que as palavras dizem, mas o que elas fazem

Clarissa Prado Marini, Alice Maria de Araújo Ferreira

Resumo


Continuando sua reflexão e trabalho sobre ritmo, o autor mostra como a poética da tradução pode ultrapassar os limites de uma teoria do signo baseada na dicotomia sentido/forma. Como uma alternativa para essa abordagem, que situa o poema e a tradução numa lógica da descontinuidade, o autor propõe que língua(gem) e tradução possam ser reconsideradas do ponto de vista da continuidade do discurso e da unidade do ritmo. Consequentemente, tradução consiste na tradução não do que as palavras dizem, mas do que elas fazem. Como exemplo, o autor aplica essa abordagem na tradução dos famosos dois primeiros versículos do Salmo 22.

Palavras-chave


Henri Meschonnic; tradução

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2317-9511.v29i0p206-215

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