Política externa no período FHC: a busca de autonomia pela integração

Autores

  • Tullo Vigevani Centro de Estudos de Cultura Contemporânea
  • Marcelo F. de Oliveira Centro de Estudos de Cultura Contemporânea
  • Rodrigo Cintra Centro de Estudos de Cultura Contemporânea

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-20702003000200003

Palavras-chave:

Governo Fernando Henrique Cardoso, Política externa do Brasil, Autonomia pela integração, Multilateralismo

Resumo

Durante o governo FHC buscou-se substituir a agenda reativa da política externa brasileira, dominada pela lógica da autonomia pela distância, por uma nova agenda internacional proativa, determinada pela lógica da autonomia pela integração. Segundo essa agenda, o país deveria ampliar o poder de controle sobre o seu destino e resolver seus problemas com uma adesão ativa à elaboração das normas e das pautas de conduta da gestão da ordem mundial. No entanto, essa política de integração, adesão e participação não foi plenamente acompanhada de tomadas de posições que implicassem responsabilidades práticas, em virtude de debilidades estruturais. As responsabilidades teriam como função preparar tanto o governo como a sociedade civil para uma inserção internacional de perfil mais elevado no pós-Guerra Fria. Os ganhos ocorridos nos governos FHC não foram suficientes para alterar significativamente o peso brasileiro no contexto mundial.

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Publicado

2003-11-01

Como Citar

Vigevani, T., Oliveira, M. F. de, & Cintra, R. (2003). Política externa no período FHC: a busca de autonomia pela integração . Tempo Social, 15(2), 31-61. https://doi.org/10.1590/S0103-20702003000200003

Edição

Seção

nao definida