O trabalho visto de baixo

Autores

  • Leonardo Mello e Silva USP; Departamento de Sociologia
  • William Vella Nozaki USP; Departamento de Sociologia
  • Vladimir Ferrari Puzone USP; Departamento de Sociologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000200016

Palavras-chave:

Organização do trabalho, Pós-fordismo, Classe social, Flexibilidade, Manufatura celular

Resumo

O texto detém-se sobre um tipo particular de organização do trabalho, chamado de células de produção, aplicado em fábricas do ramo de confecção em São Paulo, focando a experiência das operárias que trabalham sob esse formato. Vários aspectos são ressaltados a partir dele, tais como o sistema de remuneração, a regulação do/pelo grupo, o treinamento e as exigências de qualificação, a flexibilidade produtiva e o significado, para o grupo operário, do deslocamento geográfico de unidades de produção. Tais aspectos aparecem como contraponto à experiência coletiva que conformou uma identidade de classe, hoje em processo de aparente decomposição. Uma das razões para isso seria o sucesso de iniciativas privativas e confinadas ao espaço da empresa, das quais as células de produção são um exemplo. A descrição pormenorizada de casos concretos pretende contribuir com alguns elementos para uma apreciação compreensiva do fenômeno e suas implicações teóricas para o debate sobre as classes sociais.

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Publicado

2005-11-01

Como Citar

Mello e Silva, L., Nozaki, W. V., & Puzone, V. F. (2005). O trabalho visto de baixo . Tempo Social, 17(2), 351-379. https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000200016

Edição

Seção

Artigos