Crítica literária e sociologia no Brasil e na Argentina

  • Luiz Jackson USP; Departamento de Sociologia
  • Alejandro Blanco Universidade Nacional de Quilmes; Programa de História Intelectual
Palavras-chave: Campo intelectual, Tradições intelectuais, Organizações acadêmicas, Sociologia, Crítica literária

Resumo

Ainda que os processos de modernização da crítica literária no Brasil e na Argentina se inscrevam em tradições intelectuais e organizações acadêmicas distintas, nos dois casos, e quase ao mesmo tempo, a crítica literária renovou-se por meio da relação estabelecida com a sociologia. Nesse sentido, duas trajetórias intelectuais, as de Adolfo Prieto e Antonio Candido, e dois empreendimentos culturais, as revistas Contorno (1953-1959) e Clima (1941-1944), são examinados. Entretanto, se nas duas experiências a renovação da crítica seguiu um caminho análogo, somente no Brasil ela se impôs como atividade desenvolvida no interior da universidade e como instância reconhecida de arbitragem da produção literária nas décadas de 1950 e 1960. Em outros termos, a consagração de Antonio Candido na cena cultural brasileira não pode ser comparada com a que alcançou Adolfo Prieto (ou qualquer outro crítico nesse período) na Argentina. Por quê? Nossa hipótese correlaciona a legitimação da crítica à perda de centralidade da literatura no mundo cultural

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Publicado
2011-11-01
Como Citar
Jackson, L., & Blanco, A. (2011). Crítica literária e sociologia no Brasil e na Argentina . Tempo Social, 23(2), 13-40. https://doi.org/10.1590/S0103-20702011000200002
Seção
Dossiê - Crítica Literária