Planejamento urbano possível, imaginário, existência e cultura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2021.164522

Palavras-chave:

Planejamento urbano possível, Cultura, Existência, Imaginário, Cotidiano

Resumo

O planejamento urbano, do ponto de vista economicista e mecanicista, pouco orienta os objetos e sujeitos que conformam a vida cotidiana da cidade (em sua totalidade e totalização), sujeitos que a percebem de seus lugares de trânsito e de permanência. Assim, o objetivo do artigo é propor o imaginário, a existência e a cultura como tríade operativa de um planejamento urbano possível. Metodologicamente, e para defender a tese da predição dialética do imaginário, debatemos (i) a racionalidade instrumental do planejamento e (ii) a centralidade da cultura e da existência em sua revisão, protagonizando o sujeito da e na vida cotidiana urbana. Estabelecemos um diálogo com a ontologia do imaginário de Castoriadis, com a teoria da existência sartriana e com o debate crítico frankfurtiano da cultura, além de incorporar uma reflexão mais recente sobre as cidades.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Everaldo Batista da Costa, Universidade de Brasília, UnB, Instituto de Ciencias Humanas, Departamento de Geografia

Profesor Asociado del Instituto de Ciencias Humanas, Departamento de Geografía, Universidad de Brasilia, UnB, Brasil. Desde 2011 dirige el Grupo de Investigación Ciudades y Patrimonialización en América Latina y el Caribe (GECIPA) registrado ante el  Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología de Brasil (CNPq). Ha sido profesor invitado en diferentes entidades académicas en Perú, México, Cuba, Costa Rica y Panamá.

Referências

Adorno, Theodor. (2009), Dialética negativa. Rio de Janeiro, Zahar.

Alvarado, Ilia & Costa, Everaldo. (2019), “Situación geográfica turística en la era urbana y devenir campo-ciudad en América Latina”. Investigaciones Geográficas, México, 99 (2): 1-24, julho. Disponible en http://dx.doi.org/10.14350/rig.59792.

Alvarado, Ilia & López, Álvaro. (2018), Turismo, patrimonio y representaciones espaciales. Tenerife, Colección Pasos, n. 22.

Baudrillard, Jean. (1991), Simulacros e simulação. São Paulo, Relógio D’Água.

Bauman, Zygmunt. (2013), A cultura no mundo líquido moderno. Rio de Janeiro, Zahar.

Bauman, Zygmunt & Donskis, Leonidas. (2014), Cegueira moral. Rio de Janeiro, Zahar.

Beck, Ulrich. (2010), Sociedade de risco: rumo a outra modernidade. São Paulo, Editora 34.

Campos Filho, Candido. (1989), Cidades brasileiras: seu controle ou o caos. São Paulo, Nobel.

Canclini, Néstor. (2003), A globalização imaginada. São Paulo, Iluminuras.

Castoriadis, Cornelius. (1982), A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

Cefaï, Daniel. (2009), “Como nos mobilizamos? Sociologia da ação coletiva”. Dilemas, 4 (2): 11-48. Disponible en https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/7163.

Cefaï, Daniel. (2011), “Diez propuestas para el estudio de las movilizaciones colectivas”. Revista de Sociología, 26 (1): 137-166. doi: 10.5354/0719-529X.2011.27491.

Cefaï, Daniel & Joseph, Isaac. (2002), L’heritage du pragmatisme, conflits d’urbanite et epreuves de civisme. La Tour d’Aigues, Editions de l’Aube, 2002.

Certeau, Michel de. (1995), A cultura no plural. Campinas, Papirus.

Costa, Everaldo. (julio 2017), “Ativação popular do patrimônio-territorial na América Latina: teoria e metodologia”. Cuadernos de Geografía, Colombia, 26 (2): 53-75. Disponible en https://revistas.unal.edu.co/index.php/rcg/article/view/59225/pdf.

Costa, Everaldo. (2011a), “Geografia urbana aplicada: possibilidades, utopias e metodologias”. xii Simpósio Nacional de Geografia Urbana. Belo Horizonte, ufmg, pp. 1-16. https://repositorio.unb.br/handle/10482/9601.

Costa, Everaldo. (julio 2018), “Riesgos y potenciales de preservación patrimonial en América Latina y el Caribe”. Investigaciones Geográficas, México, 96 (2): 2-26. http://dx.doi.org/10.14350/rig.59593.

Costa, Everaldo. (marzo 2021, aceptado), “Patrimonio-territorial y territorio de excepción en América Latina, conceptos decoloniales y praxis”. Revista Geográfica Venezolana, 62 (1): 01-32. http://www.saber.ula.ve/regeoven/.

Costa, Everaldo. (2011), Totalidade urbana e totalidade-mundo: as cidades coloniais barrocas face à patrimonialização global. São Paulo. São Paulo, tese de doutorado, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, fflch-usp. Disponible en https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-14032011-104656/pt-br.php.

Costa, Everaldo. (2016), “Utopismos patrimoniais pela América Latina: resistências à colonialidade do poder”. Actas xiv Coloquio Internacional de Geocrítica. ub, Barcelona, pp. 1-32. Disponible en http://www.ub.edu/geocrit/xiv_everaldocosta.pdf.

Costa, Everaldo & Alvarado, Ilia. (octubre 2019), “Heterotopía patrimonial: concepto para estúdios latinoamericanos”. Scripta Nova, Barcelona, 620 (23): 1-28.

Costa, Everaldo & Peluso, Marília. (maio 2016), “Imaginário urbano e situação territorial vulnerável na Capital do Brasil”. Biblio 3W, Barcelona, 23 (2): 01-29. http://www.ub.edu/geocrit/b3w-1151.pdf.

Costa, Everaldo & Scarlato, Francisco. (deciembre 2019), “Geografía, método y singularidades revisadas en lo empírico”. Geousp, 23 (3): 1-28. http://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/161552.

Costa, Everaldo & Steinke, Valdir. (maio 2014), “Brasília meta-síntese do poder no controle e articulação do território nacional”. Scripta Nova, Barcelona, 493 (44): 01-32. Disponible en http://www.ub.edu/geocrit//sn/sn-493/493-44.pdf.

Freitag-Rouanet, Bárbara. (dez. 2000), “A cidade brasileira como espaço cultural”. Tempo Social, São Paulo, 12 (1): 29-46, https://doi.org/10.1590/S0103-20702000000100003.

Gorelik, Adrián. (febrero 2002), “Imaginarios urbanos e imaginación urbana. Recorrido por los lugares comunes de los estudios culturales urbanos”. Eure, 28 (83): 1-9. http://dx.doi.org/10.4067/S0250-71612002008300008.

Gorelik, Adrián. (enero 2005), “A produção da cidade latinoamericana”. Tempo Social, 17 (1): 111-133. https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000100005.

Habermas, Juergen. (1968), Técnica e ciência como ideologia. Lisboa, Edições 70.

Hiernaux, Daniel. (mayo 2007), “Los imaginários urbanos: de la teoria y los aterrizajes en los estúdios urbanos”. Eure, Chile, 99 (3): 17-30. http://dx.doi.org/10.4067/S0250-71612007000200003.

Lefebvre, Henri. (2010), Hegel, Marx, Nietzsche o el reino de las sombras. Madri, Siglo xxi.

Lefebvre, Henri. (1968), La vie quotidienne dans le mond moderne. Paris, Idees – Gallimard.

Magnani, José. (dez. 2005), “Os circuitos dos jovens urbanos”. Tempo Social, São Paulo, 17 (2): 173-205. Disponible en https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000200008.

Matos, Olgária. (2010), “Modernidade: o deslimite da razão e o esgotamento ético”. In: Novaes, Adauto. (org.). Mutações: A experiência do pensamento. São Paulo, Sesc, pp. 157-176.

Marcuse, Herbert. (1998), Cultura e sociedade. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

Martins, José. (jan. 1998), “O senso comum e a vida cotidiana”. Tempo Social, São Paulo, 10 (1), 1-8. Disponible en https://doi.org/10.1590/ts.v10i1.86696.

Merleau-Ponty, Maurice. (2006), Fenomenologia da percepção. São Paulo, Martins Fontes.

Moura, Cristina & Januzzi, Vinicius. (ago. 2019), “Brasília classificada: novos espaços de classe média na capital federal”. Tempo Social, São Paulo, 31 (1): 113-134. Disponible en https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2019.151261.

Moura Costa, Heloisa. (2013), “A metrópole brasileira contemporânea e o planejamento territorial”. In: Gonzalez, S; Francesconi, J; Paviani, A. (orgs.). Planejamento e urbanismo no Brasil. Rio de Janeiro, Livre Expressão, pp. 65-82.

Noel Lapoujade, María. (2011), Filosofía de la imaginación. México, Siglo xxi.

Pinto, Vitor. (2013), “O princípio da tipicidade dos planos urbanísticos e a institucionalização do urbanismo no Brasil”. In: Gonzalez, S.; Francesconi, J. & Paviani, A. (orgs.). Planejamento e urbanismo no Brasil. Rio de Janeiro, Livre Expressão, pp. 65-82.

Santos, Milton. (2002), A natureza do espaço. São Paulo, Edusp.

Santos, Milton. (2008a), Manual de geografia urbana. São Paulo, Edusp.

Santos, Milton. (2007), O espaço do cidadão. São Paulo, Edusp.

Santos, Milton. (2009), Por uma outra globalização. São Paulo, Edusp.

Santos, Milton. (2008b), Técnica, espaço, tempo. São Paulo, Edusp.

Sartre, Jean-Paul. (2011), A imaginação. Porto Alegre, l&pm.

Sartre, Jean-Paul. (2002), Crítica da razão dialética. Rio de Janeiro, dp&a.

Sartre, Jean-Paul. (2010), Esboço para uma teoria das emoções. Porto Alegre, l&pm.

Sartre, Jean-Paul. (1996), O imaginário: psicologia fenomenológica. São Paulo, Ática.

Sartre, Jean-Paul. (2015), O que é a subjetividade? Rio de Janeiro, Nova Fronteira.

Sennett, Richard. (1998), The spaces of democracy. Michigan, Raoul Wallenberg Lectures.

Silva, Armando. (2014), Imaginários, estranhamentos urbanos. São Paulo, Sesc.

Solís Quiroga, Héctor. (enero 1964), “El problema de los niños que trabajan, vagan o mendigan en la vía pública”. Revista Mexicana de Sociología, 26 (3): 791-799. Disponible en http://revistamexicanadesociologia.unam.mx/index.php/rms/article/view/58872/52063.

Villaça, Flavio. (2002), “Contribuição à história do planejamento urbano no Brasil”. In: Deák, C. & Schiffer, S. (orgs.). O processo de urbanização no Brasil. São Paulo, Edusp, pp. 169-244.

Publicado

2021-04-28

Como Citar

Costa, E. B. da. (2021). Planejamento urbano possível, imaginário, existência e cultura. Tempo Social, 33(1), 91-120. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2021.164522

Edição

Seção

Artigos