O sindicalismo brasileiro frente à ofensiva neoliberal restauradora

Palavras-chave: Sindicalismo, Centrais sindicais, Crise, Neoliberalismo, Brasil

Resumo

Este artigo tem com objetivo discutir a situação e a atuação do sindicalismo brasileiro no contexto da crise internacional de 2008 e, sobretudo, diante da crise econômica e política deflagrada no segundo mandato de Dilma Rousseff. Para isso, examinaremos alguns temas que afetam mais diretamente os direitos dos trabalhadores sindicalmente representados no Brasil.

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Biografia do Autor

Paula Marcelino, Universidade de São Paulo (USP)

Professora do Departamento de Sociologia da USP. Autora dos livros: A logística da precarização: terceirização do trabalho na Honda do Brasil (2004), Trabalhadores terceirizados e luta sindical (2013) e, em coautoria com Andreia Galvão e Patrícia Vieira Trópia, As bases sociais das novas centrais sindicais brasileiras (2015). É editora da revista Crítica Marxista (São Paulo).

Andréia Galvão, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Professora do Departamento de Ciência Política da Unicamp, onde pesquisa relações de trabalho, sindicalismo e movimentos sociais. É autora de Neoliberalismo e reforma trabalhista no Brasil (2007), coautora de Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000 (2012), As bases sociais das novas centrais sindicais (2015) e O Brasil e a França na Mundialização Neoliberal (2018). É editora da revista Crítica Marxista (São Paulo).

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Publicado
2020-04-15
Como Citar
Marcelino, P., & Galvão, A. (2020). O sindicalismo brasileiro frente à ofensiva neoliberal restauradora. Tempo Social, 32(1), 157-182. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2020.167468
Seção
Dossiê - Sindicalismo e neoliberalismo