Michel Foucault: parrhésia e cinismo

Autores

  • Saly Wellausen Universidade Presbiteriana Mackenzie. Faculdade de Direito. Departamento de Propedêutica Jurídica

DOI:

https://doi.org/10.1590/ts.v8i1.86285

Palavras-chave:

Jogos de verdade, Parrhésia, Cinismo, Sujeito, Liberdade.

Resumo

A partir do último curso ministrado no Collège de France (janeiro-março 1984), Foucault procura analisar a historicidade do cinismo na antigüidade greco-romana, e sua atualidade no mundo moderno. A importância desse artigo reside no novo direcionamento que Foucault imprime em suas pesquisas, problematizando a história do pensamento, a partir da idéia de uma historicidade dos jogos de verdade. O conceito parrhésia – ato corajoso do dizer-verdadeiro – constitui o fio condutor do núcleo teórico da trans-historicidade da crítica da razão cínica, permitindo iluminar a questão ética do sujeito livre, entendido como forma vazia sempre pronta a ontologizar-se no chão do solo social.

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Biografia do Autor

  • Saly Wellausen, Universidade Presbiteriana Mackenzie. Faculdade de Direito. Departamento de Propedêutica Jurídica

    Professora do Departamento de Propedêutica Jurídica da Faculdade de Direito-MACK.

Referências

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Publicado

1996-06-30

Edição

Seção

Durkheim: 100 anos das regras do método

Como Citar

Wellausen, S. (1996). Michel Foucault: parrhésia e cinismo. Tempo Social, 8(1), 113-125. https://doi.org/10.1590/ts.v8i1.86285