A Instrumentalina de Lídia Jorge e o veículo da mudança

Autores

  • Elisangela Aneli Ramos de Freitas Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/va.i39.181168

Palavras-chave:

Instrumentalina, Lídia Jorge, Salazarismo

Resumo

Uma onírica bicicleta, a Instrumentalina, será o objeto eleito pela narradora para embarcar em uma viagem à sua infância e a Portugal, a partir do relato da traumática partida de seu tio Fernando. Todos esses elementos fazem parte do universo diegético do conto A Instrumentalina (1992), como também são os componentes do romance A Manta do Soldado (1998), que na construção de uma narrativa que mostra, através das memórias pessoais da narradora, uma sociedade portuguesa rural e agonizante nos anos finais da ditadura de Salazar. O objetivo desta análise foi delinear a forma como a Instrumentalina constrói-se como símbolo, para falar da estagnação social vivida e experimentada em Portugal.

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Biografia do Autor

Elisangela Aneli Ramos de Freitas, Universidade de São Paulo

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo.

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Publicado

2021-09-20

Como Citar

Freitas, E. A. R. de. (2021). A Instrumentalina de Lídia Jorge e o veículo da mudança. Via Atlântica, (39), 39-70. https://doi.org/10.11606/va.i39.181168

Edição

Seção

Dossiê 39: Literatura, feminismos e história: imbricações possíveis