Poeta e soldado: Manuel Bandeira, leitor de Camões

Autores

  • Sylvia Tamie Anan Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada http://orcid.org/0000-0003-2164-8458

DOI:

https://doi.org/10.11606/va.i42.195246

Palavras-chave:

Luís de Camões, Manuel Bandeira, literatura comparada, modernismo brasileiro

Resumo

Desde os primórdios de sua poesia, Manuel Bandeira tomou alguns poetas da tradição de língua portuguesa como referência e fonte de inspiração. Em Itinerário de Pasárgada, o poeta narra em detalhes as leituras e reflexões feitas durante o seu período de formação, muitas das quais giram em torno de procedimentos e recursos literários que também ajudaram a questionar os preceitos de versificação da escola parnasiana então predominantes na literatura brasileira. Entre esses poetas, Camões se destaca como o grande modelo do qual seria possível extrair lições, mais do que modelos fixos, que se manifestam no soneto publicado em A Cinza das Horas, dedicado pelo jovem Bandeira ao poeta quinhentista.

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Biografia do Autor

Sylvia Tamie Anan, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada

Doutoranda em Letras - Teoria Literária e Literatura Comparada (DTLLC - FFLCH - USP)

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Publicado

2022-12-15

Como Citar

Anan, S. T. (2022). Poeta e soldado: Manuel Bandeira, leitor de Camões. Via Atlântica, 1(42), 138-168. https://doi.org/10.11606/va.i42.195246

Edição

Seção

Dossiê 42: Os Lusíadas 450 anos