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Pesquisa mostra resultados do tratamento multidisciplinar de reabilitação após Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Release de Margareth Artur para o Portal de Revistas da USP, São Paulo, Brasil

Quais as perspectivas de recuperação e de reabilitação, e quais são as sequelas, leves ou graves, de quem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC)? Segundo os autores do artigo da Revista de Medicina, o AVC “pode causar óbito ou sequelas motoras e funcionais de intensidade variável” O tema é desenvolvido pautado no estudo dos pacientes que sobreviveram à doença e na análise do nível de “independência funcional” desses pacientes, na medida em que participaram de “um programa de reabilitação multiprofissional” em um hospital público de Curitiba. A pesquisa foi realizada com 64 pessoas, de ambos os sexos, apresentando, como consequências, entre outras, a constatação da redução dos movimentos corporais, problemas relacionados com a fala, dores e incontinência urinária.

O AVC isquêmico acomete, de acordo com o artigo, 85% dos pacientes, tratando-se de uma obstrução, entupimento e formação de coágulos (trombose) nas artérias cerebrais. O que pode causar o AVC? Aponta-se a hipertensão arterial como o principal fator desencadeante, e também a obesidade, o consumo de cigarros, a diabetes mellitus (aumento de glicose no sangue), a anemia falciforme (hereditária), a falta de atividades físicas e as comorbidades diversas. Diante do perigo de óbitos da doença ou sequelas de incapacidade, um programa específico de tratamento de reabilitação é fundamental.

A incapacidade, como nos informam os autores, é definida pela Organização  Mundial da Saúde (OMS) como resultado da “interação dinâmica e complexa” entre condição de saúde, fatores pessoais e ambientais. No intuito de criar-se um programa de tratamento eficaz de reabilitação para pacientes que sobreviveram ao AVC, é imprescindível a formação de uma equipe multidisciplinar hospitalar composta por: “assistente social, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, neurologista, psicólogo e nutricionista“, sempre visando à independência do paciente e de seus familiares, pois não se pode ignorar as sequelas da doença nos diversos âmbitos da vida.

Os autores informam que o Ministério da Saúde orienta tratamento precoce de reabilitação no pós AVA em centros especializados, recurso que “pode reduzir as incapacidades e promover retorno precoce às  suas atividades“, proporcionando melhora significativa na capacidade de independência. Ressalta-se, na pesquisa, que os métodos e critérios de “reabilitação multiprofissional” não obtiveram sucesso total, mas contribuiram para autonomia dos pacientes, reduzindo o auxílio constante e a dependência da família/cuidadores, “proporcionando potencial de resgate na autonomia e qualidade de vida“.

O artigo enfatiza a importância de novas pesquisas sobre o tema, no sentido de pôr em pauta os resultados dos tratamentos e em qual medida a prática de atividade física, a obesidade e fatores sociais influem na recuperação dos acometidos da doença. O estudo comprova os benefícios do programa de reabilitação adotado que propõe uma recuperação que proporcione a “independência funcional em pacientes pós-acidente vascular cerebral de artéria cerebral média“. Outra recomendação é a prevenção, o diagnóstico precoce, o procedimento e os recursos de cura oferecidos no âmbito hospitalar. Finalizando, afirmam os autores: “a participação no programa refletiu em ganho de autonomia no autocuidado e na realização de atividades diárias pelos pacientes“.

Artigo

GENTILINI, G. L.; SANTA, L. N. de; VEDOVATTO, M. B.; HIRAI, P.; KLAUMANN, V. C.; PURIM, K. S. M.; NISIHARA, R. M. Índice de independência funcional de pacientes pós-acidente vascular cerebral submetidos a um programa de reabilitação multiprofissional. Revista de Medicina, São Paulo, v. 101, n. 4, e-174732, 2022. ISSN: 1679-9836. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v101i4e-174732. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/174732. Acesso em: 30 ago. 2022.

Contatos

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Larissa Nicolini de Santa – Universidade Positivo, Curitiba, PR. laridesanta@hotmail.com

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Kátia Sheylla Malta Purim – Universidade Positivo, Curitiba, PR. kspurim@gmail.com

Renato Mitsunori Nisihara – Universidade Positivo, Curitiba, PR. renatonisihara@gmail.com

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