Arquiteturas da saúde na segunda metade do século XIX e os modelos de ensino nas academias portuguesas

Autores

  • Cybelle Salvador Miranda Universidade Federal do Pará; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo
  • Fernando Jorge Artur Grilo Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras

DOI:

https://doi.org/10.1590/1982-02672016v24n0203

Resumo

O entrelaçamento histórico entre a construção de hospitais de raiz no Brasil e em Portugal na segunda metade do século XIX demanda a compreensão do contexto de formação e atuação acadêmica de seus projetistas, evidenciando a matriz fundamental da formação à altura: o desenho como técnica de concepção e representação da Arquitetura. Neste ensaio, adotaremos o olhar warburguiano ao entender a História da Arte como parte de uma teoria da cultura, em que fatores vários contribuem para a montagem de uma constelação iconográfica, a ser lida em sentido transdisciplinar que permita renovar e ampliar os cânones históricos preexistentes. Assim, a iconografia servirá de evidência para a compreensão do papel histórico, estético e social dos nosocômios, entendidos como monumentos urbanos em seus respectivos contextos. Temos como edifícios em foco neste estudo o Hospital D. Luiz I, da Real Sociedade Beneficente Portuguesa em Belém, projetado em 1870 pelo ex-aluno da Academia de Belas Artes de Lisboa, Frederico José Branco, e o Hospital de Alienados do Conde de Ferreira, pertencente à Santa Casa de Misericórdia do Porto, construído de raiz em 1868, sob a traça do engenheiro e lente proprietário da Cadeira de Arquitetura civil da Academia de Belas-Artes do Porto, Manuel de Almeida Ribeiro. Esses edifícios são ícones das inversões de capital de portugueses no Brasil e dos chamados brasileiros de "torna-viagem" em Portugal, representando as relações luso-brasileiras na segunda metade do século XIX.

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Publicado

2016-08-01

Edição

Seção

Estudos de Cultura Material

Como Citar

MIRANDA, Cybelle Salvador; GRILO, Fernando Jorge Artur. Arquiteturas da saúde na segunda metade do século XIX e os modelos de ensino nas academias portuguesas. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 77–113, 2016. DOI: 10.1590/1982-02672016v24n0203. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/122774.. Acesso em: 19 maio. 2024.