Quintais de Olinda: uma leitura indiciária sobre sua gênese

Autores

  • Juliana Coelho Loureiro UFRJ; Programa de Pós-graduação em Urbanismo

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-47142012000100009

Palavras-chave:

Quintal, Patrimônio, Urbanismo, Olinda

Resumo

Este artigo tem como objetivo refletir, a partir dos vestígios documentais e permanências do sítio histórico, sobre a formação dos quintais na Vila de Olinda, nordeste do Brasil. Fundada em meados do século XVI, tornou-se uma das principais vilas do império português, tendo sido bastante referenciada pelos relatos da época e representada na iconografia dos séculos XVI e XVII. A riqueza por ela representada motiva a invasão da Companhia das Índias Ocidentais, em 1630, que, pela dificuldade em dominar seu espaço urbano, transfere o núcleo administrativo para a região do porto: o Recife. A mudança coloca Olinda numa situação marginal, o que, dentre outros efeitos, permitiu ao espaço urbano manter até os dias atuais suas feições originais. Tal legado fez com que a cidade alcançasse o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Embora os quintais constituam parte expressiva do sítio histórico e, portanto, parte considerável desse patrimônio, eles acabam por receber um tratamento diferenciado com relação aos edifícios. Pouca atenção tem sido dirigida ao tema por parte daqueles que investigam o urbanismo no Brasil. E é em resposta a esta lacuna que esta investigação se coloca como um passo inicial aos estudos referentes à formação dos quintais de Olinda, ciente, acima de tudo, da sua incapacidade de esgotar as inúmeras interrogações decorrentes do processo investigativo. As principais fontes de pesquisa utilizadas foram a cartografia histórica, os relatos de época e as permanências do sítio histórico.

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Publicado

2012-06-01

Edição

Seção

Dossiê - Caminhos da história da urbanização no Brasil-colônia

Como Citar

LOUREIRO, Juliana Coelho. Quintais de Olinda: uma leitura indiciária sobre sua gênese . Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 231–281, 2012. DOI: 10.1590/S0101-47142012000100009. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/39814.. Acesso em: 20 jun. 2024.