Prática extensionista em museus universitários: a trajetória do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v15i30espp247-277

Palavras-chave:

Extensão universitária, Educação museal, Museus de ciência e tecnologia, Museus universitários

Resumo

O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR) é o primeiro museu universitário tanto dessa universidade quanto do estado do Paraná. Ao longo do texto, fazemos um percurso na história do MAE-UFPR, tendo como fio condutor a transformação da sua atuação extensionista. Nas suas primeiras décadas de existência, o museu operava por meio de um entendimento segundo o qual seu papel social se baseava na externalização e difusão do conhecimento. Ao longo dos últimos anos, e em consonância com as transformações da própria museologia e da
conceitualização da extensão universitária, o conceito central é o de diálogo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Laura Pérez Gil, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná e diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da mesma instituição.

Bruna Marina Portela, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), historiadora e vice--diretora no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR. Na mesma instituição, é responsável pelas unidades de Cultura Popular e Arquivo Histórico.

Gabriela de Carvalho Freire, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil

Mestra em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e responsável pela Unidade de Etnologia Indígena do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Referências

ABREU, Regina. Tal antropologia, qual museu? In: ABREU, R.; SEPÚLVEDA DOS SANTOS, M., et al (Ed.). Museus, coleções e patrimônios: narrativas polifônicas. Rio de Janeiro: Garamond Universitária, 2007.

AMOROSO, M. Crânios e cachaça: coleções ameríndias e exposições no século XIX. Revista de História, n. 154, p. 119-150, 2006.

ANDERSON, Gustavo. Entre a ciência e a nação: José Loureiro Fernandes, um intelectual em circulação pela contenda da antropologia. (Mestrado em Antropologia) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da UFPR, UFPR, Curitiba, 2018.

BACKX, Isabela. A produção de discursos sobre homem e humanismo no Museu do Homem Americano e no Musée de l’Homme. 2018. (Doutorado). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

BOYLAN, Patrick. Universities and Museums: Past, Present and Future. Museum Management and Curatorship, v. 18, n. 1, p. 43-56, 1999.

CARID NAVEIRA, Miguel; PRESTES, Andréia; ROSATO, Márcia Cristina. Caixinhas do MAE: encontros entre o público e o acervo museológico. Extensão em Foco, n. 10, p. 102-108, 2014.

CHAGAS, Mario e PIRES, Vladimir Sibylla (Orgs.) Território, museus e sociedade: práticas, poéticas e políticas na contemporaneidade. Rio de Janeiro: UNIRIO; Brasília: Ibram, 2018.

CHAPMAN, William Ryan. Arranging Ethnology: A.H.L.F. Pitt Rivers and the Typological Tradition. In: STOCKING, G. W. (Ed.). Objects and Others: Essays on Museums and Material Culture. Madison: The University of Wisconsin Press, 1985.

CHMYZ, Igor. Relembrando José Loureiro Ascensão Fernandes, um semeador. Arqueologia. Revista do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas, v. 3, n. especial, 2005.

CORDEIRO, Julia Reis. Uma exposição e suas visões: visitas guiadas ao Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. Revista Discente Planície Científica, v. 2, n. 1, 2020.

COSTA, Renata Pina. A incorporação de objetos Urubu Kaapor no acervo do MAE e do Museu Paranaense. Monografia (Graduação em Ciências Sociais) – Departamento de Antropologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2012.

FERNANDES, José Loureiro. Os Indios da Serra dos Dourados. Bulletin of the International Committee on Urgent Anthropological and Etnological Research, n. 5, p. 151-155, 1962.

FURQUIM, Bárbara Bueno. A história de vida do acervo de cultura popular do litoral paranaense do MAE-UFPR. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – PPGA, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2015.

FURTADO, Maria Regina. José Loureiro Fernandes: o paranaense do Museus. Curitiba: Imprensa Oficial, 2006.

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. A retórica da perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; IPHAN, 1996.

HELM, Maria Cecília Vieira. O legado de Loureiro Fernandes. Arqueologia. Revista do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas, v. 3, n. especial, 2005.

KERSTEN, Márcia Scholz de Andrade. José Loureiro Fernandes, um intelectual na “província”. Arqueologia. Revista do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas, v. 3, n. especial, 2005.

KREPS, Christina. University Museums as Laboratories for Experiential Learning and Engaged Practice. Museum Anthropology, v. 38, n. 2, p. 96-111, 2015.

LIMA, Edilene Coffaci de. De documentos etnográficos a documentos históricos: a segunda vida dos resgistros sobre os Xetá (Paraná, Brasil). Sociologia & Antropologia, v. 8, p. 571-597, 2018. ISSN 2238-3875. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2238-38752018000200571&nrm=iso . Acesso em: 10 dez. 2020.

MARANHÃO, Maria Fernanda. Do museu para a academia: a trajetória intelectual de Loureiro Fernandes e a institucionalização da Antropologia no Paraná. Arqueologia: Revista do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas, v. 3, n. especial, p. 155-171, 2005.

MOUTINHO, Mário C. Definição evolutiva de sociomuseologia: proposta de reflexão. CADERNOS DO CEOM, Museologia Social, Chapecó, ano 27, n. 41, p. 423-427, dez. 2014.

PASQUALUCCI, Luciana. Cultura, fenômenos sociais e currículo do Ensino Superior: articulações via museu e universidade. Cadernos de Sociomuseologia, n. 60, p. 3-20, 2020.

PEREIRA, Marcelle e GOUVEIA, Inês. A emergência da museologia social. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 9, n. 2, p. 726-745, jun./dez. 2016.

PEIXOTO, Fernanda A. Franceses e norte-americanos nas ciências sociais brasileiras 1930-1960. In: MICELI, S. (Ed.). História das ciências sociais no Brasil. v. 1. São Paulo: Vértice, 1989.

PEYDRO, Laurence. Exhibitions: L’invention du sauvage. Paris: Musée du Quai Branly 2011. Catálogo de exposição.

POLITANO, Lucas et al. Por dentro da exposição. Revista TOM, v. 2, n. 4, p. 198-205, 2016. RIBEIRO, Emanuela Sousa. Museus em universidades públicas: entre o campo científico, o ensino, a pesquisa e a extensão. Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília, v. 2, n. 4, p. 88-102, maio/jun. 2013.

ROCHA, Regina Maria de Campos. Prof. Loureiro Fernandes: os últimos tempos. Arqueologia. Revista do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas, v. 3, n. especial, 2005.

RODRIGUES, Maria Cristina. Caixas e coisas: o MAE expandido. Monografía (Bacharel em Curso de Ciências Sociais) – Curso de Ciências Sociais, UFPR, Curitiba, 2014.

ROSATO, Márcia Cristina. Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR). In: CURY, M. X.;VASCONCELLOS, C. D. M., et al. (Ed.). Questões indígenas e museus: debates e possibilidades. Brodowski: ACAM Portinari: MAE-USP: SEC, 2012.

SAHLINS, Marshall. O “pessimismo sentimental” e a experiência etnográfica: por que a cultura não é um “objeto” em via de extinção. Mana, v. 3, n. 1 & 2, p. 41-73; 103-150, 1997.

SALLAS, Ana Luisa F. O lugar do popular e do folclórico no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR. In: OLIVEIRA, M. D.; SZWAKO, J. (Ed.). Ensaios de sociologia e história intelectual do Paraná. Curitiba: Editora UFPR, 2009.

SILVA, Carmen Lucia. Sobrevivientes do extermínio: uma etnografia das narrativas e lembranças da sociedade Xetá. Dissertação (Mestrado em Antropologia social) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1998.

SIMPSON, Andrew John. Beyond visitor statistics: value propositions and metrics for university museums and collections. Museum Management and Curatorship, v. 32, n. 1, p. 20-39, 1 jan. 2017. DOI: https://doi.org/10.1080/09647775.2016.1253035. Acesso em: 10 dez. 2020.

SOUZA, Luana Maria de. Contextos e processos da formação de coleções etnográficas entre os Xetá. Monografia (Bacharel em Ciências Sociais) – Departamento de Antropologia Social, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2017.

SCHWARCZ, L. O nascimento dos museus brasileiros. 1870-1910. In: MICELI, S. (Ed.). História da ciências sociais no Brasil. São Paulo: Sumaré, 2001.

VÖRÖS, Aline. Trajetórias e interações: os objetos da caixa didática ”Padrões de Beleza” do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR). Dissertação (Mestrado em Tecnologia) – Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2005.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Museu de Arqueologia e Etnologia. Caixas didáticas do MAE: um guia para sua elaboração. Curitiba: Editora da UFPR, 2019.

Downloads

Publicado

2020-12-21

Como Citar

Pérez Gil, L., Portela, B. . M., & Freire, G. de C. . (2020). Prática extensionista em museus universitários: a trajetória do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR). Revista CPC, 15(30esp), 247-277. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v15i30espp247-277