ERA UMA VEZ... ENTRE A TRADIÇÃO E A MODERNIDADE NAS VERSÕES DO CONTO “BRANCA DE NEVE”

  • Adriane Figueira Batista Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Contos, contos de fada, Branca de Neve

Resumo

A figura da mulher foi e ainda é motivo de grandes contrastes dentro do cenário social e político, e isso se reflete no discurso literário. É por essa razão que faço emergir um olhar estético sobre duas personagens distantes, e, ao mesmo tempo próximas: Brancas de Neve; a princesa que habita no imaginário dos contos de fadas e Maria da Graça, a gerente bancária e personagem central do conto de Lídia Jorge. A primeira do século XIX, menina perdida na floresta, após ser deixada lá pelo caçador a mando de sua “madrasta” invejosa e cercada por sete anões; e a segunda do século XXI, mulher perdida na “selva de pedras” de uma grande cidade que, após um longo e produtivo dia de trabalho, se vê cercada por sete crianças, que caminham na aba de seu casaco durante uma noite fria de véspera de natal.

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Biografia do Autor

Adriane Figueira Batista, Universidade de São Paulo
Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas - Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP).

Referências

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Publicado
2018-04-05
Como Citar
Batista, A. (2018). ERA UMA VEZ. ENTRE A TRADIÇÃO E A MODERNIDADE NAS VERSÕES DO CONTO “BRANCA DE NEVE”. Revista Desassossego, 9(18), 63-73. https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v9i18p63-73