JUDITE: NOME DE UMA HISTÓRIA RESIDUAL

  • Elizabeth Dias Martins UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
  • Mary Nascimento da Silva Leitão Doutoranda em Letras - Universidade Federal do Ceará (UFC).
Palavras-chave: Perfil feminino, Residualidade, Romance português

Resumo

A personagem Judite em Nome de Guerra de Almada Negreiros é a representação de uma imagem feminina ainda atrelada a preceitos de tempos remotos, principalmente medievais. Esse olhar voltado para remanescências de outras épocas em vigor na modernidade é procedido à luz da teoria da residualidade (PONTES, 1999), que identifica traços de mentalidade do passado arraigados em obras literárias dos diversos períodos literários posteriores. Assim, a mulher vista da perspectiva do olhar masculino, bem como, as nuanças de um perfil feminino engendradas na mente do homem e a relação fraqueza versus fortaleza como concepção estereotipada do feminino/frágil/inferior versus masculino/forte/superior, são alguns dos aspectos a serem discutidos ao longo desse trabalho.

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Biografia do Autor

Elizabeth Dias Martins, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Professora Associada Universidade Federal do Ceará, lotada no Departamento de Literatura e do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras. Doutora em Letras pela PUC-Rio.

Referências

Referências bibliográficas

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Publicado
2018-04-05
Como Citar
Martins, E., & Leitão, M. (2018). JUDITE: NOME DE UMA HISTÓRIA RESIDUAL. Revista Desassossego, 9(18), 30-41. https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v9i18p30-41