Antígona: heroína da psicanálise?

Autores

  • Phillipe van Haute Universidade de Nijmegen, Holanda

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2007.38082

Palavras-chave:

Lacan, Sófocles, Tirésias, analista

Resumo

Como Heidegger, Lacan lê a Antígona à luz da problemática da verdade (do desejo de) do sujeito/Dasein. O privilégio dado à figura de Antígona e a rejeição de Creonte também têm de ser entendidos sobre esse pano de fundo filosófico. Tal privilégio proporciona uma visão de por que Lacan dá a Antígona – e somente a ela – uma significação paradigmática na determinação do foco da análise. Aponta-se para a analogia feita por Lacan entre Tirésias e o analista. A intervenção de Tirésias pode ser entendida segundo o modelo de uma interpretação analítica. Essa intervenção corresponde àquilo que Lacan escreveu sobre o objetivo da análise: ela tem de buscar a passagem à fala verdadeira, que une um sujeito a outro, do outro lado do muro da linguagem.

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Biografia do Autor

Phillipe van Haute, Universidade de Nijmegen, Holanda

Professor da Universidade de Nijmegen, Holanda

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Publicado

2007-06-09

Como Citar

Haute, P. van. (2007). Antígona: heroína da psicanálise?. Discurso, (36), 287-312. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2007.38082

Edição

Seção

Nao definda