Sofrimento psíquico e trabalho em tempos de pandemia: uma intervenção clínica com educadores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v26i1p44-57

Palavras-chave:

Psicanálise, Trabalho, Educação, Sofrimento, Pandemia

Resumo

Com base em um projeto de intervenção social clínica, fundamentado na psicanálise e dirigido ao atendimento de professores do ensino básico da rede municipal do Rio de Janeiro, são analisados neste artigo aspectos envolvidos em sua experiência subjetiva. É priorizada a questão de sua relação com a esfera do trabalho, tendo como foco central as ressonâncias psíquicas do confronto sofrido por eles com a situação da pandemia da Covid-19. Trata-se de abordar seu impacto na rotina das atividades de trabalho desses sujeitos, na área da Educação, já marcadas pela precariedade social, fonte de vulnerabilidade psíquica. O isolamento social imposto pela pandemia, aliado a outras consequências, evidenciou, e mesmo acentuou esse quadro, objeto de especial atenção na proposta clínica, cujas linhas mestras são brevemente trazidas no texto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marta Rezende Cardoso, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Doutora em Psicanálise e Psicopatologia Fundamental pela Universidade Paris Diderot (Paris 7, França); Professora Titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ

Aline Gonçalves Demantova, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Mestre em Teoria Psicanalítica/UFRJ; Psicóloga clínica e Psicanalista; Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica/UFRJ

Gabriel Ventura Lara e Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Aluno de Graduação; Extensionista do Instituto de Psicologia/UFRJ

Júlia Christo Davel Alves, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Aluna de graduação; Extensionista do Instituto de Psicologia/UFRJ

Vitor Hugo Lara Honorio, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Aluno de graduação; Extensionista do Instituto de Psicologia/UFRJ

Yasmin de Aguiar Tannuri, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Aluna de graduação; Extensionsita do Instituto de Psicologia/UFRJ

Referências

Bezerra Jr., B. (2005). Identidade, diferença e exclusão na sociedade brasileira contemporânea. In G. Acselrad (Org.), Avessos do prazer: drogas, AIDS e direitos humanos (pp. 35-51). Rio de Janeiro, RJ: Fiocruz.

Coutinho, L. G. & Carneiro, C. (2016). Infância, adolescência e mal-estar na escolarização: interlocuções entre a psicanálise e a educação. Psicologia Clínica, 28 (2), 109-130. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pc/v28n2/07.pdf

Dejours, C. (2007). A banalização da injustiça social. Rio de Janeiro, RJ: Editora FGV.

Dejours, C. &Abdoucheli, E. (1994). Itinerário teórico em psicopatologia do trabalho. In C. Dejours, E. Abdoucheli & C. Jayet (Orgs.), Psicodinâmica do trabalho: contribuição da Escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho (pp. 119-145). São Paulo: Atlas, 1994.

Dejours, C.; Barros, J. O. & Lancman, S. (2016). A centralidade do trabalho para a construção da saúde. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 27(2), 228-235. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v27i2p228-235

Facci, M. G. D. (2019). O adoecimento do professor frente à violência na escola. Fractal, 31(2), 130-142. https://doi.org/10.22409/1984-0292/v31i2/5647

Freud, S. (1969). Psicologia de grupo e análise do ego. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras completas (J. Salomão, trad., v. 18, pp. 89-179). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1921).

Jornal da Globo. (2018, 17 abril). Quase metade das escolas do Rio viveu momentos de medo com tiroteios nas proximidades. Recuperado de https://globoplay.globo.com/v/6670902/.

Lapo, F. R. & Bueno, B. O. (2002). O abandono do magistério: vínculos e rupturas com trabalho docente. Psicologia USP, 13(2), 243-276. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/psicousp/article/view/53510/57535

Merlo, Á. R. C. &Mendes, A. M. B. (2009). Perspectivas do uso da psicodinâmica do trabalho no Brasil: teoria, pesquisa e ação. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, 12(2), 141-156. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/cpst/v12n2/a02v12n2.pdf

Rodrigues, P. F.; Alvaro, A. L. T. & Rondina, R. (2006). Sofrimento no trabalho na visão de Dejours. Revista Científica Eletrônica de Psicologia, 4(7). Recuperado de http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/lh21p1ieajxlwck_2013-5-10-15-30-2.pdf

Santos, D. A. (2014). Contribuições da Psicologia Histórico-Cultural para a comprensão do adoecimento e sofrimento psíquico de professores. Dissertação (Mestrado), Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR.

Silva, A. V. &Piolli, E. (2017). A centralidade do trabalho na psicodinâmica de Dejours, o campo educacional e o trabalho docente: aproximações possíveis. Devir Educação, 1(1), 50-65.

Walter, B. E. P. & Souza, R. C. (2012). Trabalho, sofrimento e reconhecimento: a primazia do outro. Anais, 1. Encontro Brasileiro de Psicanálise e Sedução Generalizada, 2012, Maringá, PR. Recuperado de http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/1081

Downloads

Publicado

2021-04-29

Como Citar

Cardoso, M. R., Demantova, A. G. ., Silva, G. V. L. e ., Alves, J. C. D. ., Honorio, V. H. L., & Tannuri, Y. de A. . (2021). Sofrimento psíquico e trabalho em tempos de pandemia: uma intervenção clínica com educadores. Estilos Da Clinica, 26(1), 44-57. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v26i1p44-57