Não sem angústia

Autores

  • Robert Lévy Analyse Freudienne
  • Inesita Machado Analyse Freudienne

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v9i16p28-35

Palavras-chave:

Angústia, Objeto, Ilusão, Recalque, Falo, Castração

Resumo

Desde o nascimento, o objeto está ligado à angústia. Ainda que haja dessimetria em relação à relação com o objeto, é, no entanto, a angústia que liga antes de mais nada a mãe e a criança. Do ponto de vista da criança, presa em seu narcisismo, o exterior é impensável. Do ponto de vista da mãe, a criança só é pensável na medida em que ocupa o lugar de algo além de si mesmo. Em conseqüência, a criança encontra-se logo de início perdida como objeto da perda de sua mãe. A angústia cria o objeto, e poderíamos quase dizer que não há outro objeto além daquele que toma consistência pelo fato de tornar a angústia menos forte. É preciso, portanto, perceber um certo tipo de ilusão para que a criança apreenda o mundo e um certo tipo de desilusão para que a criança tome consistência real para sua mãe.

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Publicado

2004-06-01

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Lévy, R., & Machado, I. (2004). Não sem angústia. Estilos Da Clinica, 9(16), 28-35. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v9i16p28-35