Avaliação de desempenho de um projeto padrão do programa Proinfância: escola de educação infantil no sul do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/gtp.v13i2.126495

Palavras-chave:

Avaliação Pós-Ocupação, Desempenho, Proinfância, Escola de Educação Infantil

Resumo

O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) investiu nos últimos anos na construção de novas escolas e na melhoria da infraestrutura com recursos federais do Plano de Aceleração do Crescimento. Contudo, a multiplicação de projetos padrão em nível nacional, sem a devida atenção às diversidades climáticas, pode gerar problemas, principalmente de desconforto térmico, em ambientes internos. Este trabalho apresenta uma Avaliação Pós-Ocupação (APO) de uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) localizada no sul do Brasil. O estudo teve por objetivo avaliar o desempenho de uma edificação oriunda de projeto padrão, bem como analisar a aplicação dos procedimentos e instrumentos usualmente empregados em APO, identificando suas vantagens e limitações. Em termos metodológicos foram aplicados os instrumentos Walkthrough, questionário e mapeamento visual. No que diz respeito à avaliação de desempenho, verificou-se a insatisfação com o piso da edificação, as circulações externas desprotegidas, o ruído advindo do pátio coberto, a inadequada localização do refeitório, as pequenas dimensões das salas de atividades e de repouso e a inexistência de banheiros próximos às salas. Quanto à aplicação dos instrumentos, verificou-se que o desenvolvimento do mapeamento visual permitiu ainda que aspectos que passaram despercebidos no questionário e no Walkthrough fossem identificados. Essa experiência confirma a importância da inserção de instrumentos de APO diversificados, a fim de que seja possível identificar e aprofundar fatores pertinentes às condições ambientais, bem como esclarecer apontamentos por meio do cruzamento de respostas. A pesquisa conclui a necessidade da revisão de alguns aspectos do projeto padrão do Proinfância no intuito de que haja um processo de qualificação constante e que possibilite as adaptações tanto ambientais quanto culturais, diante de um país tão diversificado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15220-3: desempenho térmico de edificações – Parte 3: zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizes construtivas para habitações unifamiliares de interesse social. Rio de Janeiro, 2005.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <https://goo.gl/2ejvKu>. Acesso em: 21 dez. 2015.

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Infantil e Fundamental. Padrões de Infraestrutura para as Instituições de Educação Infantil e Parâmetros de Qualidade para a Educação Infantil. Brasília, DF, 2004. Disponível em: <https://goo.gl/ePyQgf>. Acesso em: 21 dez. 2015. Documento preliminar.

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Critérios para uma atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília, DF, MEC/SEB/COEDI, 1995.

______. Ministério da Educação. Parâmetros Básicos de Infraestrutura para as Instituições de Educação Infantil. Brasília, DF, 2006. 2 v. Disponível em: <https://goo.gl/6xubfL>. Acesso em: 7 ago. 2016.

______. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Memorial descritivo: projeto Proinfância: tipo B. Brasília, DF, 2013. Disponível em: <https://goo.gl/ZbkKuQ>. Acesso em: 7 ago. 2016.

______. Ministério da Educação. Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). Brasília, DF, 2016. Disponível em: <https://goo.gl/S1fGzQ>. Acesso em: 8 maio 2018.

______.Tribunal de Contas da União. TC 011.441/2012-7: relatório de auditoria. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <https://goo.gl/gaZWFW>. Acesso em: 14 mar. 2018.

CABANELLAS, I.; E., Clara (Orgs.); FORNASA, W.; HOYUELOS, A.; POLONIO, R.; TEJADA, M. Territorios de la infância. Diálogos entre arquitectura y pedagogía. Barcelona: Editorial Graó, 2005. 250 páginas.CARVALHO, M. I. C.; RUBIANO, M. R. B. Organização do espaço em instituições pré-escolares. In: OLIVEIRA, Z. M. R. Educação infantil: muitos olhares. São Paulo: Cortez, 1994. p. 116-142.

COELHO. R. C. F. Prefácio. In: FLORES, M. L. R.; ALBUQUERQUE, S. S.(Orgs.). Implementação do PROINFÂNCIA no Rio Grande do Sul: perspectivas políticas e pedagógicas. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2015. p. 7-8. Livro Eletrônico disponível emhttp://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0663-1.pdf, consulta 13 ago. 2016.

ELALI, G. A. Ambientes para educação infantil: um quebra-cabeça? Contribuição metodológica na Avaliação Pós-Ocupação de edificações e na elaboração de diretrizes para projetos arquitetônicos na área. 2002. 320 f. Tese (Doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

FARIA, A. L. G. O espaço físico como um dos elementos fundamentais para uma pedagogia infantil. In: FARIA, A. L. G.; PALHARES, M. (Orgs.). Educação infantil pós-LDB: rumos e desafios. 4. ed. Campinas: Autores Associados, 2003. p. 67-100.

FLORES, M. L. R.; ALBUQUERQUE, S. S.(Orgs.). Implementação do PROINFÂNCIA no Rio Grande do Sul: perspectivas políticas e pedagógicas. PortoAlegre: EDIPUCRS, 2015. Livro Eletrônico disponível emhttp://ebooks.pucrs.br/edipucrs/Ebooks/Pdf/978-85-397-0663-1.pdf, consulta13agosto2016.

FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Memorial descritivo: Projeto Proinfância: Tipo B. Brasília, DF, 2013. Disponível em: <https://goo.gl/7ShWLc>. Acesso em: 7 ago. 2016.

HORN, M. G. S. Sabores, cores, sons, aromas: a organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

KOWALTOWSKI , D. C. C. K. Arquitetura e escolar o projeto do ambiente de ensino. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.

MACHADO, T. G. Ambiente escolar infantil. 2008. 221 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

ORNSTEIN, S.; ROMÉRO, M. Avaliação Pós-Ocupação do ambiente construído. São Paulo: Nobel: Edusp, 1992.

PEGLOW, J. et al. Avaliação do conforto térmico de escola municipal de educação infantil em Pelotas/RS: ZB2. In: ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 16., 21-23 set. 2016, São Paulo. Anais… Porto Alegre: Antac, 2016.

RHEINGANTZ, P. A. et al. Observando a qualidade do lugar: procedimentos para a avaliação pós-ocupação. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: <https://goo.gl/GQyEb1>. Acesso em: 10 jun. 2013.

SOUZA, F. S. Premissas projetuais para ambientes da educação infantil: recomendações com base na observação de três UMEIs de Belo Horizonte, MG. 2009. 356 f. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.

PEGLOW, J.; RITTER, V.; RONCA, A.; PEREIRA, R.; CUNHA, E.; RHEINGANTZ, P. A. Avaliação do conforto térmico de escola municipal de educação infantil em Pelotas/RS – ZB2. XVI ENTAC ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO. São Paulo: 2016.

ZABALZA, Miguel A. Qualidade em Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998. 288 p.

ZEISEL, J. Inquiry by design. Monterey: Brooks/Cole Publishing Company, 1981.

Downloads

Publicado

2018-05-26

Como Citar

Modler, N. L., Berleze, A. S., Tsutsumi, E. K., Linczuk, V. C. C., & Azevedo, G. A. N. (2018). Avaliação de desempenho de um projeto padrão do programa Proinfância: escola de educação infantil no sul do Brasil. Gestão & Tecnologia De Projetos, 13(2), 95-118. https://doi.org/10.11606/gtp.v13i2.126495

Edição

Seção

Artigos