CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS - Dossiê 35: Comunicação financeira e relações com investidores

2020-12-29

Tema do dossiê: Comunicação financeira e relações com investidores

Data limite para envio dos artigos: 15/03/2021 

 

O subcampo de pesquisa de comunicação financeira teve seu desenvolvimento impulsionado pelas próprias transformações legais, regulatórias e setoriais que caracterizam o contexto da Governança Corporativa no Brasil e no mundo. Este campo prático e de pesquisa abrange desde as publicações de relatórios financeiros das organizações de capital aberto, as prestações de contas por parte de organizações de diversos setores incluindo órgãos públicos e organizações não-governamentais, o relacionamento com investidores, a publicidade de produtos financeiros junto a consumidores, a educação financeira, a cobertura da imprensa, entre outros desdobramentos.

A resposta do mercado à reestruturação do mercado de capitais, como os últimos segmentos de listagem e os índices da B3 que impulsionam a adoção das boas práticas de Governança Corporativa, como por exemplo o Índice de Governança Corporativa - IGC, o Índice de Governança Corporativa Novo Mercado - IGC-NM e o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE, demonstra que a responsabilidade corporativa, o accountability e a transparência nas comunicações não são apenas requisitos para acesso e permanência competitiva, mas também geram valor.

A comunicação financeira acompanha a pressão dos stakeholders por clareza informacional que promova a utilidade e a tomada de decisão em um ambiente, ao menos brasileiro, que demonstra alguns avanços no entendimento e capacidade de compreensão financeira. O uso do modelo de comunicação Relato Integrado, por exemplo, que unifica os indicadores de capital financeiro aos capitais social, humano, natural, intelectual e produtivo aponta para a necessidade de aprofundamento destas discussões sociais no campo da comunicação.

A sustentabilidade econômica das organizações e comunicações que fomentam a visão de curto ou longo prazos nos mercados demandam ser refletidas à luz de aspectos sobre a entrega de transparência, sobre os interesses e demandas informacionais de cada uma das partes interessadas, dos processos de participação e deliberação aplicados no mercado, das assimetrias culturais, educacionais, de acesso a informações e de poder que influenciam a responsabilidade destas comunicações.

Esta edição especial busca descrever, analisar e entender as práticas de relações com investidores e comunicação financeira em diferentes contextos e em diferentes países. Convidamos acadêmicos e pesquisadores a enviar pesquisas científicas inéditas relacionadas ao tema da comunicação financeira e das relações com investidores.

 

  • Temáticas sugeridas para o dossiê: 
  1. Ética, governança e advocacy.
  2. Risco e crises em comunicação financeira e relações com investidores.
  3. Regulação em comunicação financeira.
  4. Práticas e experiências em comunicação financeira e relações com investidores.
  5. Comunicação e mercado de trabalho.
  6. Comunicação financeira e ambientes digitais.
  7. Responsabilidade social corporativa.
  8. Riscos e crises de comunicação.

 

  • Diretrizes para os autores:

Os textos devem seguir as normas da ORGANICOM Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas e devem ser submetidos em  https://www.revistas.usp.br/organicom

 

Coordenadoras do dossiê: 

  • Alexandre Laskin (Quinnipiac university/USA)
  • Luiz-Alberto de Farias (Universidade de São Paulo/BRA) 

 

  • ORGANICOM Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas

Editada pela Associação Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp) e pelo Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A publicação é uma revista científica de alcance internacional e é voltada para ampliar o espaço de produção, exposição e debate dos campos de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, bem como ser uma ponte permanente para o diálogo entre a universidade, seus pesquisadores, professores e estudantes, e o mundo corporativo.