Uso do Coding Causes of Death in HIV na classificação de óbitos no Nordeste do Brasil

Autores

  • Diana Neves Alves Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Cristiane Campello Bresani-Salvi Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães
  • Joanna d’Arc Lyra Batista Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ricardo Arraes de Alencar Ximenes Universidade de Pernambuco; Faculdade de Ciências Médicas
  • Demócrito de Barros Miranda-Filho Universidade de Pernambuco; Faculdade de Ciências Médicas
  • Heloísa Ramos Lacerda de Melo Universidade Federal de Pernambuco; Centro de Ciências da Saúde
  • Maria de Fátima Pessoa Militão de Albuquerque Fundação Oswaldo Cruz; Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães; Departamento de Saúde Coletiva

DOI:

https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2017051000124

Palavras-chave:

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, mortalidade, Causas de Morte, Infecções Oportunistas Relacionadas com a Aids

Resumo

OBJETIVO Descrever o processo de codificação das causas de morte em pessoas vivendo com HIV/Aids, e classificar os óbitos como relacionados ou não relacionados à imunodeficiência aplicando o sistema Coding Causes of Death in HIV (CoDe). MÉTODOS Estudo transversal, que codifica e classifica as causas dos óbitos ocorridos em uma coorte de 2.372 pessoas vivendo com HIV/Aids acompanhadas entre 2007 e 2012 em dois serviços de atendimento especializado em HIV em Pernambuco. As causas de óbito já codificadas a partir da Classificação Internacional de Doenças foram recodificadas e classificadas como óbitos relacionados e não relacionados à imunodeficiência pelo sistema CoDe. Foram calculadas as frequências dos códigos CoDe das causas do óbito em cada categoria de classificação. RESULTADOS Ocorreram 315 (13%) óbitos no período do estudo; 93 (30%) tinham como causa uma doença definidora de Aids da lista do Centers for Disease Control and Prevention. No total 232 óbitos (74%) foram relacionados à imunodeficiência após aplicar o CoDe. As infecções foram as causas mais comuns, tanto nos óbitos relacionados (76%) como não relacionados (47%) à imunodeficiência, seguindo-se de malignidades (5%) no primeiro grupo e de causas externas (16%), malignidades (12%) e doenças cardiovasculares (11%) no segundo. A tuberculose compreendeu 70% das infecções definidoras de imunodeficiência. CONCLUSÕES Infecções oportunistas e doenças do envelhecimento foram as causas mais frequentes de óbito, imprimindo carga múltipla de doenças aos serviços de saúde. O sistema CoDe aumenta a probabilidade de classificar os óbitos com maior precisão em pessoas vivendo com HIV/Aids.

Publicado

2017-01-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Alves, D. N., Bresani-Salvi, C. C., Batista, J. d’Arc L., Ximenes, R. A. de A., Miranda-Filho, D. de B., Melo, H. R. L. de, & Albuquerque, M. de F. P. M. de. (2017). Uso do Coding Causes of Death in HIV na classificação de óbitos no Nordeste do Brasil. Revista De Saúde Pública, 51, 88. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2017051000124