Carie dentaria e necessidades de tratamento em adolescentes paulistas

Autores

  • Maria da Luz Rosario de Sousa Universidade Estadual de Campinas; Departamento de Odontologia Social
  • Maria Paula Maciel Rando-Meirelles Universidade Estadual de Campinas; Departamento de Odontologia Social
  • Luisa Helena do Nascimento Torres Universidade Estadual de Campinas; Departamento de Odontologia Social
  • Antonio Carlos Frias Universidade de Sao Paulo; Departamento de Odontologia Social

DOI:

https://doi.org/10.1590/rsp.v47isuppl.3.76753

Resumo

OBJETIVO: Estimar a prevalência de cárie dentária e necessidades de tratamento em crianças de 12 anos e adolescentes. MÉTODOS: Estudo transversal com base nos resultados dos levantamentos epidemiológicos Condições de Saúde Bucal no Estado de São Paulo em 2002 e Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SBBrasil) 2010. Foram analisados os dados secundários de 5.782 crianças (2002) de 12 anos e outras 369 (2010); e para a faixa de 15 a 19 anos foram analisados 880 jovens (2002) e 300 jovens em 2010. A experiência de cárie foi avaliada pelo índice CPOD (dentes cariados, perdidos e obturados) e foram verificadas as necessidades de tratamento odontológico segundo os critérios propostos pela Organização Mundial da Saúde. O índice Significant Caries Index foi empregado para medir a severidade da cárie no terço do grupo que apresentou maior prevalência da doença. Para a análise dos resultados utilizaram-se os testes de Qui-quadrado e Mann-Whitney, com nível de 5% de significância. RESULTADOS: Houve diminuição de 39,3 pontos percentuais no índice CPOD aos 12 anos (p < 0,001) e de 41,1 pontos percentuais nos adolescentes (p < 0,001) entre 2002 e 2010, e aumento de aproximadamente 161,0 pontos percentuais e 303,0 pontos percentuais no grupo livres de cárie, respectivamente. A porcentagem de dentes restaurados diminuiu nos dois grupos etários, mas a prevalência de dentes cariados não se alterou para o grupo de alta experiência de cárie. No grupo de baixa experiência de cárie ocorreu diminuição do componente perdido para os adolescentes e aumento do componente cariado aos 12 anos e adolescentes. Houve aumento da necessidade de tratamento endodôntico no grupo total e no de alta experiência de cárie aos 12 anos; e entre os adolescentes a necessidade de restauração de duas ou mais faces diminuiu no grupo todo e também no de baixa experiência. CONCLUSÕES: A diminuição da necessidade de tratamento de baixa complexidade entre adolescentes sugere que as ações de promoção e prevenção estão afetando positivamente esse grupo. Além disso, os dois levantamentos epidemiológicos no estado de São Paulo mostram melhorias na condição de saúde bucal dos grupos etários estudados e que se faz necessário o monitoramento direcionado também para o grupo de baixa experiência de cárie.

Publicado

2013-12-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Sousa, M. da L. R. de, Rando-Meirelles, M. P. M., Torres, L. H. do N., & Frias, A. C. (2013). Carie dentaria e necessidades de tratamento em adolescentes paulistas. Revista De Saúde Pública, 47(supl. 3), 50-58. https://doi.org/10.1590/rsp.v47isuppl.3.76753