Perdas dentarias no Brasil: analise da Pesquisa Nacional de Saude Bucal 2010

Autores

  • Marco Aurelio Peres ; School of Dentistry
  • Paulo Roberto Barbato Universidade Federal de Santa Catarina; Centro de Ciencias da Saude
  • Sandra Cristina Guimaraes Bahia Reis Secretaria de Estado da Saude de Goias
  • Claudia Helena Soares de Morais Freitas Universidade Federal da Paraiba; Centro de Ciencias da Saude
  • Jose Leopoldo Ferreira Antunes Universidade de Sao Paulo; Faculdade de Saude Publica; Departamento de Epidemiologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/rsp.v47isuppl.3.76756

Resumo

OBJETIVO: Analisar a perda dentária com base em estimativas do número médio de dentes perdidos, prevalência de ausência de dentição funcional e edentulismo em adolescentes, adultos e idosos brasileiros, comparando-a com resultados de 2003. MÉTODOS: Os dados referem-se à Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SBBrasil 2010): adolescentes de 15 a 19 anos (n = 5.445), adultos entre 35 e 44 anos (n = 9.779) e idosos entre 65 e 74 anos (n = 7.619). O número de dentes perdidos, a prevalência de indivíduos sem dentição funcional (< 21 dentes naturais) e de edentulismo (perda total dos dentes) foram estimados para cada grupo etário, capitais e macrorregiões brasileiras. Foram realizadas análises de regressão logística (perdas dentárias) e de Poisson (ausência de dentição funcional e edentulismo) multivariáveis para identificar fatores socioeconômicos e demográficos associados a cada desfecho. RESULTADOS: A prevalência de perdas dentárias entre adolescentes foi de 17,4% (38,9% em 2002-3), variando de 8,1% entre os estratos de maior renda a quase 30% entre os menos escolarizados. Entre adolescentes, as mulheres, pardos e pretos, os de menor renda e escolaridade apresentaram maiores prevalências de perdas. Ausência de dentição funcional ocorreu em aproximadamente ¼ dos adultos, sendo superior nas mulheres, nos pretos e pardos, nos de menor renda e escolaridade. A média de dentes perdidos em adultos declinou de 13,5 em 2002-3 para 7,4 em 2010. Mais da metade da população idosa é edêntula (similar em 2002-3); maiores prevalências de edentulismo em idosos foram observadas em mulheres, nos de menores renda e escolaridade. A média de dentes perdidos em adolescentes variou de 0,1 (Curitiba e Vitória) a 1,2 (interior da região Norte). Entre adultos, a menor média encontrada foi 4,2 (Vitória) e a maior 13,6 (Rio Branco). CONCLUSÕES: Houve importante redução nas perdas dentárias em adolescentes e adultos em comparação com dados de 2003, mas não entre os idosos. As perdas dentárias apresentam marcadas desigualdades sociais e regionais.

Publicado

2013-12-01

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Peres, M. A., Barbato, P. R., Reis, S. C. G. B., Freitas, C. H. S. de M., & Antunes, J. L. F. (2013). Perdas dentarias no Brasil: analise da Pesquisa Nacional de Saude Bucal 2010. Revista De Saúde Pública, 47(supl. 3), 78-89. https://doi.org/10.1590/rsp.v47isuppl.3.76756