Terapia ocupacional e pacientes acamados: ações comunitárias baseadas na identificação de problemas

Autores

  • Christiane Siegmann Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Fundação de Assistência Social e Cidadania
  • Clori Araújo Pinheiro Universidade Luterana do Brasil; Grupo Hospitalar Conceição
  • Marta Carvalho de Almeida Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v13i1p37-43

Palavras-chave:

Pacientes domiciliares^i1^spsicolo, Terapia ocupacional, Qualidade de vida, Fatores socioeconômicos, Idoso

Resumo

No contexto da reforma sanitária brasileira, críticas à institucionalização de idosos, portadores de doenças crônicas e pessoas com deficiencias remeteram à formulação de propostas de atenção visando a manutenção dessas pessoas em seu domicílio e sua comunidade, evitando, principalmente, a hospitalização. O Programa de Acamados da Unidade de Saúde Vila Floresta do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre - RS vem adotando essas referências e desenvolvendo ações em domicílio para grupo de pacientes selecionados. Junto a este foi desenvolvido estudo com o objetivo de identificar sua problemática e discutí-la sob a perspectiva da Terapia Ocupacional no campo da saúde comunitária. A coleta de dados foi realizada em domicílio, através de entrevistas estruturadas e observação assistemática, junto aos pacientes ou seus cuidadores. Foram abordadas as condições de vida e saúde, enfatizando elementos sócio-econômicos, ambientais e psicossociais, bem como as dificuldades de ação encontradas por esses pacientes no âmbito cotidiano. Os resultados mostraram que o grupo constitui-se predominantemente por idosos, com baixa autonomia e de autodeterminação, bem como em situação de isolamento social e riscos à saúde física e emocional. Assim, discute-se que a ação junto aos pacientes acamados requer que se construam possibilidades dos sujeitos exercitarem-se enquanto tal, ao tempo em que realizam, de fato, trocas sociais. Discute-se a necessidade de que os objetivos do programa sejam tratados de forma articulada por equipe multidisciplinar, que os recursos informais do domicílio, vizinhança e comunidade sejam ativados, e que o terapeuta ocupacional atue no sentido de construir espaços que possibilitem trocas sociais baseadas no respeito às diferenças. Dessa perspectiva, entende-se que a manutenção da qualidade de vida está estreitamente relacionada ao agir com autonomia, ainda que com as ajudas necessárias, bem como com a participação efetiva na vida familiar e comunitária.

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Publicado

2002-04-01

Como Citar

Siegmann, C., Pinheiro, C. A., & Almeida, M. C. de. (2002). Terapia ocupacional e pacientes acamados: ações comunitárias baseadas na identificação de problemas. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 13(1), 37-43. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v13i1p37-43

Edição

Seção

Artigo Original