Dos pavilhões às ruas: a âncora territorial da reforma psiquiátrica

Autores

  • Breno Augusto Souto Maior Fontes Universidade Federal de Pernambuco; Departamento de Ciências Sociais

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v19i3p183-192

Palavras-chave:

Reforma dos serviços de saúde, Saúde mental, Apoio social

Resumo

Do pavilhão às ruas: o fato mais significativo deste novo marco regulatório é o reconhecimento de que o transtorno mental deve ser enfrentado com o apoio substancial das redes de sociabilidade existentes no cotidiano das pessoas em tratamento: familiares, vizinhos, associações, trabalho, igreja... Que, diante do fato de que o sofrimento psíquico tem por conseqüência o empobrecimento destes laços de sociabilidade, o esforço terapêutico também deve se concentrar na âncora territorial - base fundamental do tecido social - coordenando os esforços da prática terapêutica em cooperação direta com os familiares, com associações civis e comunitárias. Pessoas com sofrimento psíquico (re)constroem suas sociabilidades a partir dos campos de pertencimento em trajetórias as mais diversas, envolvendo âncoras institucionais e práticas inscritas em sociabilidades primárias, secundárias, na busca de apoio e solidariedade. Este artigo pretende inventariar estas práticas, construindo tipologias de apoio e suas inscrições em círculos sociais; é um esforço preliminar para análise de dados de pesquisa em andamento sobre redes e apoio social.

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Publicado

2008-12-01

Como Citar

Fontes, B. A. S. M. (2008). Dos pavilhões às ruas: a âncora territorial da reforma psiquiátrica . Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 19(3), 183-192. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v19i3p183-192

Edição

Seção

Artigo Original